
Equipamentos de informática, perfumes, peças de vestuário, eletrônicos diversos e veículos. Os leilões realizados pela Receita Federal costumam disponibilizar para compra produtos que circulavam de forma ilegal no Brasil. Para ter acesso a esses itens, existe o leilão da Receita Federal, e um trâmite burocrático que o Diário dos Campos detalha aqui. O procedimento correto garante que os participantes da compra não acabem caindo em golpes e fraudes.
Leilão da Receita Federal
Os leilões da Receita Federal são realizados de forma eletrônica, e para participar é necessário acessar o Sistema de Leilão Eletrônico exclusivamente por meio do portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte). Todo o processo é digital, desde o cadastramento até o pagamento.
Os leilões são informados no portal e-CAC, e a retirada das mercadorias deve ocorrer nos locais informados nos editais específicos. Os itens costumam estar em diferentes regiões do País, então é preciso ficar atento no momento da participação. O próximo leilão recebe propostas entre os dias 23 e 27 de janeiro, com sessão para lances no dia 30, contendo joias, veículos, eletrônicos, instrumentos musicais e objetos de arte (confira os detalhes do edital ao final desta reportagem).
A Receita Federal alerta que o pagamento pelos lotes arrematados deve ser feito exclusivamente por meio do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Não são aceitos pagamentos via PIX, transferências bancárias ou outros métodos.
Além disso, o órgão reforça o cuidado com sites falsos que utilizam indevidamente o logotipo da Receita para simular leilões eletrônicos. Informações oficiais sobre os leilões podem ser encontradas no site da Receita Federal.
Resultados dos leilões em 2024
Em 2024, a Receita Federal arrecadou R$ 170,9 milhões com leilões de mercadorias apreendidas nos estados do Paraná e Santa Catarina. Essa quantia representou quase metade de toda a arrecadação nacional gerada por leilões do órgão.
Ao longo de dez leilões realizados no ano, foram oferecidos produtos variados, como equipamentos de informática, perfumes, vestuário, eletrônicos e veículos. Um total de 4.627 veículos foi leiloado, dos quais 1.966 eram classificados como sucata.
No Paraná, Foz do Iguaçu liderou as arrecadações, com R$ 50,16 milhões. Cascavel arrecadou R$ 25,07 milhões, seguida por Maringá, com R$ 15,17 milhões. Outras unidades do estado, como Curitiba, Londrina, Paranaguá e Ponta Grossa, somaram R$ 22,36 milhões.
Em Santa Catarina, Itajaí e São Francisco do Sul destacaram-se, arrecadando R$ 24,89 milhões e R$ 21,32 milhões, respectivamente. Florianópolis, Joaçaba, Joinville e Dionísio Cerqueira contribuíram com outros R$ 11,94 milhões.
Origem das mercadorias e destinação dos recursos
As mercadorias de leilão da Receita Federal são resultado de apreensões realizadas pelo órgão no combate à entrada ilegal de produtos no país, principalmente em regiões de fronteira, portos e aeroportos. Produtos ilegais, como itens piratas, são destruídos, enquanto outros bens podem ser doados a instituições beneficentes ou órgãos públicos.
Dos valores arrecadados, 40% são destinados à seguridade social, ajudando a financiar políticas públicas, e 60% vão para o Fundo de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Atividade de Fiscalização (Fundaf), administrado pela Receita Federal.
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