
Se você toma remédios contínuos, prepare-se: a partir deste sábado (1º) os medicamentos vão passar por um reajuste e ficar mais caros em todo o país.
Isso porque abril é o mês marcado pelo reajuste anual do preço máximo dos medicamentos, calculado a partir da inflação, preços dos insumos e demais aspectos do mercado interno.
A estimativa do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) é que os preços subam até 5,6% – mesma taxa que a inflação acumula de fevereiro do ano passado para esse.
Porém, a porcentagem oficial ainda não foi divulgada.
A autorização do reajuste é feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que pertence à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Há duas semanas, o órgão disse à reportagem do DC que a taxa seria divulgada em seu site, mas até o momento desta publicação a informação ainda não foi publicada. O DC entrou em contato novamente com a CMED, e aguarda resposta para atualização desta matéria.
Apesar disso, diversas redes de farmácias já vêm alertando a população há algumas semanas que os remédios ficarão mais caros em abril, e usando a data do reajuste para publicidades e promoções.
Histórico
No ano passado o reajuste dos remédios foi de até 10,89%, dependendo do nível do medicamento – que se refere às classes terapêuticas de cada remédio, como analgésicos e anti-inflamatórios, por exemplo.
Na época, a inflação acumulada em 12 meses (IPCA) em fevereiro de 2022 era de 10,54% – índice revelado em março, mês em que é divulgado o percentual do reajuste dos medicamentos.
A título comparativo, em fevereiro deste ano a inflação acumulou 5,6% em 12 meses.
ICMS
Outro fator agravante no preço dos remédios é a alta do imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS) no Paraná, que passou a valer na semana passada. Em todo o estado a alíquota modal do imposto, que é uma espécie de regra geral da legislação e inclui os medicamentos, subiu de 18% para 19%.
