Polícia Federal investiga fraude em aplicativo da Caixa


Por Cícero Goytacaz
Manuseio de aplicativo da Caixa Econômica Federal em celular

Foto ilustrativa: Divulgação/Assessorias

Manuseio de aplicativo da Caixa Econômica Federal em celular
Foto ilustrativa: Divulgação/Assessorias

Uma investigação conduzida pela Polícia Federal, intitulada ‘Operação Farra Brasil 14’, denunciou um esquema de fraude no aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal. Nesta terça-feira (22), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou dois requerimentos, nos quais cobra dos ministros do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, providências para mitigar os efeitos da fraude.

A operação da Polícia Federal apontou a burla do sistema de segurança da Caixa Econômica Federal para desviar benefícios sociais de pessoas vulneráveis e de baixa renda. Segundo a investigação, as fraudes, que aconteceram por pelo menos cinco anos, dependiam diretamente da cooptação de funcionários do banco e de casas lotéricas.

Conforme revelado pela PF, no esquema, o funcionário envolvido no golpe apagava os dados dos beneficiários. Em seguida, criava um novo. O cadastro era, então, reiniciado com outro e-mail, outro celular e um novo reconhecimento facial, mas mantendo o mesmo CPF, nome e data de nascimento da vítima. Assim, o dinheiro era desviado diretamente para os criminosos.

Requerimentos

Damares comparou o novo escândalo ao esquema de desvios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e disse que, assim como no caso anterior, as vítimas são pessoas em situação de vulnerabilidade social “que não deveriam ser expostos a sucessivas fraudes justamente nos sistemas criados para garantir sua subsistência”.

“A ocorrência de fraudes que desviam tais recursos agrava ainda mais a situação de quem já enfrenta dificuldades financeiras e fragiliza a confiança da população nos instrumentos de amparo social e trabalhista”, diz um trecho de um dos requerimentos.

Nos requerimentos protocolados, a senadora pediu detalhes do contrato firmado entre as Pastas Ministeriais e a Caixa Econômica, além de registros de denúncias nos dois órgãos relacionadas ao esquema e ações em curso para socorro e ressarcimento às vitimas dos golpes. (Com Assessorias)

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