
Poucos símbolos da cultura pop são tão conhecidos quanto a varinha mágica. Popularizada por personagens de contos de fadas e pela saga Harry Potter, ela se tornou um ícone da fantasia. Para o ocultista, músico, artesão e pesquisador Eduardo Ribeiro, no entanto, sua história é muito mais antiga.
Fundador da Azara Varas, ateliê especializado na fabricação artesanal de varinhas mágicas, Ribeiro acaba de lançar um livro de quase 700 páginas dedicado à história, ao simbolismo e ao uso da varinha em tradições mágicas e espirituais.
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Segundo o autor, o objetivo da obra é mostrar que esse instrumento acompanha a humanidade há milhares de anos. “A magia sempre existiu, mesmo antes do ser humano descobrir e os magos a classificarem. O homem evoluiu dentro desses sistemas mágicos, desde os primeiros xamãs até os magos que conhecemos hoje”, afirma.
Influência de Harry Potter
Ribeiro acredita que a cultura pop ajudou a manter o interesse pelo tema. Para ele, obras como Harry Potter preservaram a importância simbólica da varinha e apresentam diversas referências à tradição da magia europeia.
No livro, o autor explica como bastões e instrumentos de madeira foram utilizados por diferentes povos em práticas ligadas à espiritualidade, liderança e transmissão de conhecimento, muito antes de se tornarem elementos da literatura fantástica.
Para iniciantes e praticantes
A obra foi escrita tanto para praticantes quanto para iniciantes. “O livro foi escrito para ambos. Tanto para o mago experiente, que necessita de um material mais aprofundado, quanto para uma pessoa que gosta do assunto, mas nunca teve contato”, diz.
Varinhas na magia
Para o autor, a magia também pode ser entendida como um caminho de desenvolvimento pessoal. Segundo ele, o preconceito em torno do tema é resultado de estigmas históricos e da falta de informação. “Magia é moldar sua realidade com consciência, entender a si mesmo, compreender como o universo funciona e aprender a viver melhor com esse entendimento”, conclui.
(Informações das assessorias)
