A Louis Dreyfus Commodities (LDC) anunciou ontem a compra da Macrofértil, empresa com sede em Ponta Grossa que atua na produção e distribuição de fertilizantes. O valor pago pela multinacional francesa não foi revelado. Com a aquisição, a LDC que opera na comercialização de adubos no Brasil desde 2008 passa a administrar oito fábricas em seis Estados brasileiros, postos comerciais e unidades logísticas. A marca será preservada, bem como os postos de trabalho. A marca Macrofértil é reconhecida no mercado e estaremos agregando a ela a logomarca da Dreyfus. Todas as operações da Macrofértil vão continuar no mercado, afirma Javier Britez, diretor de Fertilizantes da Louis Dreyfus. Ele concedeu entrevista ao Diário dos Campos após o anúncio.
A negociação entre as empresas começou há 12 meses e foi concluída há alguns dias. A demora estaria ligada a uma série de fatores. Teve muito haver com as questões negociais e com a mudança de estrutura do mercado, diz. Avançar nesse mercado tem um papel estratégico no nosso modelo de negócio, com um maior ganho em escala de comercialização e aumento da capacidade de originação, mediante alavancagem das operações de barter, como a soja, que consome cerca de 30% dos fertilizantes comercializados no Brasil, completa.
O plano da LCD para os próximos cinco anos é elevar a capacidade de processamento da Macrofértil de 1,8 milhão de toneladas de fertilizantes ano para 2,5 milhões de toneladas, além de conquistar 10% de maket share. Só a multinacional consome anualmente 205 mil toneladas de fertilizantes, volume que triplicou nos últimos cinco anos. O cenário do mercado de commodities agrícolas e as previsões para médio prazo permitem entender que os retornos são promissores. Nos nossos planos de curto e médio prazo, devemos expandir também nossas operações para os Estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e a região do Maranhão, Piauí e Tocantins, conta. Parte do incremento da produção, segundo o diretor, virá de novas incorporações nestes Estados.
A Macrofértil está localizada no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. A primeira planta fabril foi inaugurada em 1982, em Paranaguá.
LDC
A Louis Dreyfus está no Brasil desde a década de 1940. Atua na originação, produção, processamento, armazenagem, transporte e comercialização de produtos agrícolas, com negócios nos segmentos de algodão, café, açúcar e etanol, arroz, sucos, fertilizantes, grãos e oleaginosas.
Está presente nas principais regiões produtoras do País, com unidades no Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Com um escritório sede em São Paulo, opera quatro fábricas processadoras de oleaginosas, três de suco de laranja, cinco terminais portuários, 13 usinas de açúcar e etanol, dois terminais hidroviários e mais de 30 armazéns graneleiros. Gera, atualmente, mais de 30 mil empregos fixos e temporários.