Interpol desmonta grupo que imitava a Polícia Federal do Brasil para aplicar golpes


Por Vitor Carvalho
PC_interpol_falsa PF brasileira

Foto: divulgação/Interpol

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Foto: divulgação/Interpol

Uma operação internacional liderada pela Interpol desarticulou um grupo criminoso que se passava por agentes da Polícia Federal (PF) brasileira, com foco em videochamadas para aplicar golpes financeiros em diversos países. A ação faz parte da Operação First Light, uma mega ofensiva global voltada ao combate de fraudes de engenharia social e crimes financeiros transnacionais.

O esquema, que utilizava cenários idênticos a delegacias brasileiras para intimidar as vítimas, foi localizado no continente africano, em Essuatíni (ex-Suazilândia). O que evidencia, segundo a Interpol, a sofisticação e o alcance global das redes de estelionato cibernético.

Como funcionava o golpe?

O núcleo do esquema que copiava os símbolos da corporação brasileira foi localizado em Essuatíni, na África Austral. Os criminosos realizavam videochamadas utilizando uniformes falsos e cenários que reproduziam fielmente as delegacias da PF. Ao se apresentarem como autoridades brasileiras, eles criavam um falso clima de urgência, alegando que a vítima estava sendo investigada.

Valendo-se do medo e do desconhecimento dos procedimentos policiais das vítimas, os golpistas exigiam transferências bancárias sob o pretexto de proteger os valores em uma conta segura.

“Os criminosos as faziam acreditar que eram alvos de um crime, e elas transferiam os fundos para a ‘guarda’ e, então, eram roubadas”, disse a Interpol.

A simulação de proteção era o álibi perfeito para esvaziar as contas bancárias dos alvos, compostos majoritariamente por pessoas comuns intimidadas pelo uso de símbolos de autoridade.

Réplica de delegacia

A precisão visual do golpe impressionou os investigadores. No reduto do grupo em Essuatíni, a polícia localizou uma estrutura montada exclusivamente para simular o ambiente de trabalho da Polícia Federal do Brasil.

Na operação, foram presas 82 pessoas e itens que replicaram a polícia brasileira. A operação revelou que o grupo operava de forma altamente profissional e diversificada. Além de focar nas fraudes financeiras com a imagem da PF, a organização mantinha plataformas de jogos de azar online ilegais, operações de lavagem de dinheiro e esquemas de falsificação de identidade.

Operação First Light

A ofensiva contra o grupo em Essuatíni é apenas um braço da Operação First Light, que alcançou escala global para combater a criminalidade financeira organizada. A operação global de combate à fraude ocorreu em 97 países e territórios, como China, Singapura, Omã e a Tailândia”

A mobilização internacional, realizada entre os meses de janeiro e abril, resultou em números expressivos de prisões e na descapitalização das redes criminosas pelo mundo.

A Operação First Light atuou de janeiro a abril e resultou na prisão de 5.811 pessoas em 97 países e territórios. Ao todo, os esforços conjuntos das polícias resultaram no congelamento de fortunas obtidas de forma ilícita.

Os policiais prenderam 5.811 pessoas e apreenderam US$ 293 milhões em ativos ilícitos.

Impacto

Por trás das estatísticas financeiras e das prisões, a Interpol chama a atenção para a quantidade de vidas impactadas pelas fraudes cibernéticas de engenharia social. Segundo a polícia, mais de 142.000 vítimas foram afetadas em todo o mundo.

A matéria completa está em: https://ncnews.com.br/2026/07/14/interpol-desmonta-quadrilha-que-imitava-pf-em-golpes-globais/

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