10 de junho de 2026

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Hora da morte de idoso não altera crime em banco, diz delegado


Por Da Redação com Agência Brasil Publicado 17/04/2024 às 22h13 Atualizado 26/02/2026 às 03h17
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Foto: Reprodução

Um dos assuntos mais comentados do País, entre a terça-feira (16) e a quarta-feira (17), foi a história insólita de uma mulher que supostamente entrou em uma agência bancária do Rio de Janeiro (RJ), empurrando um idoso morto em uma cadeira de rodas. Ela teria simulado que o homem ainda estava vivo, para obter o saque de um empréstimo em dinheiro.

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A narrativa circulou primeiro dessa forma e foi replicada por diversos portais de notícias. Mais tarde, surgiu a alegação de que o homem não estaria morto quando entrou na agência, e teria falecido durante espera por atendimento.
Mas o delegado Fábio Luiz, responsável pelo caso, disse que o esclarecimento sobre se a vítima já chegou morta ao banco ou morreu dentro da agência altera pouco o crime investigado. A situação toda foi filmada.
“Isso interfere pouco na investigação. O próprio vídeo deixa claro para quem está vendo, por imagem, que aquela pessoa está morta. Imagine ela que não apenas está vendo, e está vendo e tocando. Só de ela ter dado continuidade, mesmo com ele morto, isso já configura os crimes pelos quais ela vai responder”, disse, nesta quarta-feira (17), Fábio Luiz, titular da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), em entrevista ao Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
“Saber se ele entrou vivo ou morto é para instruir, trazer mais informações, mas mudar o crime em si, não muda”.

Detida

A mulher foi presa em flagrante por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio a cadáver. Detida, aguarda audiência de custódia.
O delegado informa que as investigações agora buscam ouvir o motorista de aplicativo que levou a mulher à agência bancária, assim como familiares e vizinhos. Outra medida da investigação é esclarecer a causa da morte, ainda considerada como natural.
“Foi um fato inusitado. Um colega que trabalha com a gente e tem 35 anos de polícia ficou muito surpreso. A gente nunca viu isso”, confessa o delegado.

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