18 de julho de 2026

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Hanseníase: saiba mais sobre os sintomas, transmissão e tratamento


Por Agência do Governo Federal Publicado 21/01/2025 às 13h22 Atualizado 25/02/2026 às 21h11
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Foto: Venilton Küchler/SESA do Paraná

O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de novos casos de hanseníase diagnosticados anualmente. Mesmo com a redução gradual na taxa de detecção ao longo dos anos, os números ainda são expressivos, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.

O país apresentou uma taxa de 10,68 casos por 10 mil habitantes, sendo classificado como de alta endemicidade. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam os índices mais preocupantes, com alta ou muito alta endemicidade. Em 2023, quase metade dos municípios brasileiros (49,9%) notificaram ao menos um caso da doença.

O que é a Hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. Sem diagnóstico e tratamento precoces, pode causar deficiências físicas permanentes e exclusão social.

Sinais e sintomas comuns:

  • Manchas (brancas, avermelhadas ou marrons) com alteração na sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque.
  • Espessamento de nervos periféricos, causando alterações motoras ou autonômicas.
  • Áreas com redução de pelos e suor.
  • Formigamento, fisgadas e diminuição de força muscular (principalmente nas extremidades).
  • Nódulos dolorosos em casos mais graves.

Transmissão

A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores (espirro, tosse ou fala), geralmente após contato prolongado com pacientes não tratados na forma contagiosa (multibacilar). Objetos pessoais não transmitem a doença.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico, com exames dermatológicos e neurológicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito com poliquimioterapia (rifampicina, dapsona e clofazimina). O tratamento dura de seis a doze meses, dependendo da forma clínica, e interrompe a transmissão nos primeiros dias de uso.

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