Hanseníase: saiba mais sobre os sintomas, transmissão e tratamento

O Brasil ocupa a segunda posição mundial em número de novos casos de hanseníase diagnosticados anualmente. Mesmo com a redução gradual na taxa de detecção ao longo dos anos, os números ainda são expressivos, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social.
O país apresentou uma taxa de 10,68 casos por 10 mil habitantes, sendo classificado como de alta endemicidade. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam os índices mais preocupantes, com alta ou muito alta endemicidade. Em 2023, quase metade dos municípios brasileiros (49,9%) notificaram ao menos um caso da doença.
O que é a Hanseníase?
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae. Sem diagnóstico e tratamento precoces, pode causar deficiências físicas permanentes e exclusão social.
Sinais e sintomas comuns:
- Manchas (brancas, avermelhadas ou marrons) com alteração na sensibilidade ao calor, frio, dor ou toque.
- Espessamento de nervos periféricos, causando alterações motoras ou autonômicas.
- Áreas com redução de pelos e suor.
- Formigamento, fisgadas e diminuição de força muscular (principalmente nas extremidades).
- Nódulos dolorosos em casos mais graves.
Transmissão
A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores (espirro, tosse ou fala), geralmente após contato prolongado com pacientes não tratados na forma contagiosa (multibacilar). Objetos pessoais não transmitem a doença.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico, com exames dermatológicos e neurológicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito com poliquimioterapia (rifampicina, dapsona e clofazimina). O tratamento dura de seis a doze meses, dependendo da forma clínica, e interrompe a transmissão nos primeiros dias de uso.
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