Ferramenta impede Pix e acesso a redes sociais em celulares roubados; confira


Por Vitor Carvalho
CD_celular seguro_Levi Cantelmo

Foto: Levi Cantelmo/DC

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Foto: Levi Cantelmo/DC

Um dos principais medos do brasileiro atualmente é perder o seu celular. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase 80% da população tem o receio de ter o seu aparelho furtado ou roubado. Para combater um dos principais delitos, o Governo Federal aposta no Celular Seguro, uma ferramenta que pode bloquear PIX e acesso a redes sociais. 

A iniciativa do Celular Seguro é gerenciada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que tem como objetivo combater a receptação, o roubo e o furto de aparelhos no país. Com a chegada do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), a plataforma centraliza dados de todo território brasileiro.

Agora, é possível que o usuário bloqueie rapidamente transações bancárias, como o Pix, além do acesso a redes sociais em dispositivos celulares roubados. 

Além das medidas de proteção após a perda do aparelho, o BNCR introduz um recurso preventivo fundamental: o cidadão pode consultar gratuitamente se um celular usado possui histórico de restrição antes de concretizar a compra.

Como funciona o Celular Seguro?

O sistema foi desenhado para agilizar a resposta da vítima logo após o delito, dificultando a ação dos criminosos e o acesso a dados sigilosos. Por meio da plataforma, é possível:

Como consultar o IMEI?

Para verificar a situação de um aparelho no BNCR, basta ter em mãos o número do IMEI. O código pode ser consultado digitando *#06# no discador do próprio telefone, além de estar presente na nota fiscal e na embalagem original do produto.

Panorama da criminalidade no país

A ampliação das funcionalidades do programa responde a um desafio persistente na segurança pública brasileira. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública referentes a 2025 registram que 917.748 celulares foram roubados ou furtados no Brasil — o equivalente a uma taxa de 413,7 ocorrências para cada 100 mil habitantes. Apesar do alto volume, o número representa uma redução de 13,4% em relação ao ano anterior.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública traça o perfil desses crimes no país:

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