Ex-assessor de Bolsonaro preso em PG começa a ser julgado pelo Supremo


Por Edilene Santos

Fachada do STF / Imagem ilustrativa / Foto: Marcello Casal Jr

Fachada do STF / Imagem ilustrativa / Foto: Marcello Casal Jr

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (9) o julgamento que pode resultar na condenação de seis réus ligados ao chamado núcleo 2 da trama golpista investigada no país. A análise do caso será presencial, conduzida pela Primeira Turma da Corte, composta pelos ministros Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Os acusados são:
Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Ponta Grossa ano passado;
Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro;
Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
Mário Fernandes, general da reserva;
Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça;
Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça.

Eles respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

O que diz a acusação

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Filipe Martins teria atuado como um dos articuladores da chamada minuta do golpe, documento que buscava justificar a decretação de estado de sítio na região do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou o acionamento de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) pelas Forças Armadas.

A PGR afirma ainda que o general Mário Fernandes foi responsável pelo plano Punhal Verde Amarelo, que previa o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

O coronel Marcelo Câmara teria monitorado ilegalmente a rotina de Moraes. Já Silvinei Vasques é acusado de comandar ações da PRF que dificultaram a circulação de eleitores nordestinos no segundo turno das eleições de 2022.

De acordo com a denúncia, os dados usados para embasar tais operações teriam sido produzidos por Marília de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira, então integrantes do Ministério da Justiça.

Todos os réus negaram participação na trama ao longo da tramitação da ação penal.

Até agora, o STF já condenou 24 réus ligados aos núcleos 1, 3 e 4 da trama golpista. O núcleo 1 é apontado como liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

*Com Agência Brasil

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