
No início do ano, os estudantes aumentam o movimento em torno de 50% do mercado de aluguel de imóveis em Ponta Grossa. Esse índice crescente é presente em todo o país no período de janeiro e fevereiro. Para quem passou para uma universidade longe de onde atualmente mora, o próximo passo é encontrar um lugar para morar, por isso o aumento da movimentação acontece, acumula com o calendário acadêmico.
O responsável por uma das empresas imobiliárias na cidade e também pelo Sindicato da Habitação e Condomínios de Ponta Grossa (Secovi), Carlos Ribas Tavarnaro, descreve que a movimentação cresce bastante nos dois primeiros meses do ano, chegando a aumentar 50% da procura e que o público de estudos é o que ocupam a recepção na espera de atendimentos. “Antes era somente a UEPG, hoje há muitas opções de faculdade e isso aquece muito o setor imobiliário, agora todo mundo quer esse público”, diz. Em relação ao cenário, ele fala como melhorou a estrutura da cidade, ainda mais em construções, para proporcionar imóveis e empreender nesse volume grande de clientes estudantis.
Tavarnaro explica que a oferta é limitada e as pessoas estão antecipando a procura de imóveis desde novembro, para que possam garantir o melhor lugar e as melhores condições de contrato. Além disso, a flexibilização na hora de firmar o contrato é maior para os universitários, até porque eles são um público que não possui índice considerável de inadimplência. É analisado a capacidade de pagamento dos pais e a novidade é que há a possibilidade de aprovar a locação pelo cartão de crédito com cobrança de 8%. “Já veio clientes com toda a mudança pronta no carro e só precisavam fechar o aluguel”, conta.
A estudante Antoniella Signor é um exemplo de quem procura um novo lugar para morar, se mudou de cidade Cascavel para Ponta Grossa para fazer faculdade na UEPG e fala que a procura de apartamentos é mesmo muito alta e quem tem interesse precisa agilizar. “Eu mesma achei um apartamento perfeito em dezembro e acabei perdendo por não mandar os documentos certos e por pensar que ficaria disponível depois”, conta. Ela indica que é preciso analisar os contratos, como a declaração de imposto de renda e ter paciência para pesquisar e visitar todas as opções até encontrar o ideal.