
A Bolsa de Valores brasileira sofreu queda expressiva nesta quinta-feira (10). O índice caiu 3,35% e fechou na casa de 109.775 pontos. Foi o maior declínio em um único pregão desde novembro do ano passado. Em contrapartida, o dólar subiu mais de 4%, fechando o dia a R$ 5,397. Há duas explicações para o movimento brusco e elas envolvem o atual e o próximo Governo Federal.
O mercado não gostou da fala do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, no início da tarde, disse que a “estabilidade fiscal não pode ser conquistada à custa do sofrimento das pessoas”.
Os investidores reagiram com desconfiança, pois buscam, justamente, investimentos em locais com estabilidade fiscal. No final da tarde, nas últimas horas de pregão, Lula, que ainda não divulgou oficialmente os nomes da Economia para o novo Governo, disse que o “mercado fica nervoso à toa”. Ele completou: “nunca vi um mercado tão sensível como o nosso”.
Também pesou no dia a inflação brasileira. Ela subiu 0,59% em outubro após três meses de deflação. Os analistas esperavam avanço na casa de 0,49%. A alta foi puxada pelo setor de alimentos. Com isso, o IPCA deve estourar a meta da inflação, ficando acima de 5% em 2022.
