Correios anunciam medidas de recuperação e buscará crédito de R$ 20 bilhões


Por Danilo Kossoski

Foto: Joédson ALves/ Agência Brasil)

Foto: Joédson ALves/ Agência Brasil)

Nesta quarta-feira (15), a direção dos Correios apresentou, em coletiva de imprensa, a primeira fase do plano de reestruturação operacional e financeira da empresa. As medidas apresentadas foram estruturadas a partir de uma análise detalhada do balanço financeiro da empresa, conduzida nos primeiros dias da gestão do presidente Emmanoel Rondon. O plano foi dividido em fases, sendo que a terceira inclui a busca por R$ 20 bilhões em créditos.

Medidas da primeira fase da reestruturação dos Correios

Ações competitivas que serão adotadas:

Grandes clientes

Segundo a Instituição, do ponto de vista da geração de receitas, que consiste no segundo bloco de medidas, os Correios estão fazendo um esforço de reaproximação com grandes clientes, ao mesmo tempo em que estudam experiências internacionais de atividades que possam ser acopladas à rede logística, sobretudo na área de serviços financeiros.

R$ 20 bilhões

Essas medidas serão aprofundadas com as fases posteriores do Plano de Reestruturação, que dependem de a empresa retomar sua plena capacidade operacional e sua saúde financeira para começarem a surtir efeito. Por essa razão, a terceira medida é a busca por um aumento imediato na liquidez da empresa: a estatal buscará no mercado uma operação de crédito no valor de R$ 20 bilhões, para dar conta da necessidade de caixa de 2025 e 2026, prazo em que as demais medidas começarão a produzir resultados.

O modelo proposto é o de um consórcio de bancos, em que instituições financeiras atuam de maneira conjunta para ofertar o capital buscado, em termos compatíveis com o mercado de crédito de hoje.

“Estamos optando por uma operação que os Correios conseguem suportar, à luz dos resultados que esse pacote de reestruturação vai começar a produzir, com técnica e responsabilidade. O setor postal enfrenta desafios no mundo inteiro, mas o caminho é o mesmo em todos os países que conseguiram reagir: gestão e eficiência. O plano dá início a uma agenda de reequilíbrio, com medidas concretas, baseadas em transparência e governança”, afirmou o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.

O aval do Conselho de Administração é o primeiro passo para o processo de negociação dessa operação, conforme as regras de governança das estatais brasileiras. “Ainda não se pode especular quanto aos detalhes dessa operação. Mas todas as sinalizações que temos recebido do mercado vão no sentido de que o programa de reestruturação que elaboramos assegura que a captação ocorrerá dentro dos interesses da empresa”, destacou o executivo. (Das assessorias)

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