01 de julho de 2026

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Casos de influenza A crescem no Brasil e elevam alerta para Síndromes Respiratórias


Por Diogo Laba Publicado 02/04/2026 às 17h07
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Casos de Influenza A podem causar Síndrome Respiratória Aguda Grave
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O número de casos de influenza A segue em alta no Brasil, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz. A maior parte dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com níveis de risco ou alto risco e tendência de crescimento.

De acordo com o boletim, a influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são responsáveis pela maioria dos casos de SRAG, podendo levar à morte nas situações mais graves.

Dados referentes às últimas quatro semanas epidemiológicas mostram que 27,4% dos casos positivos foram de influenza A; 1,5% de influenza B; 17,7% de vírus sincicial respiratório; 45,3% de rinovírus; e 7,3% de Sars-CoV-2 (covid-19).

Entre os óbitos registrados no mesmo período, os vírus também estiveram presentes: 36,9% foram associados à influenza A; 2,5% à influenza B; 5,9% ao vírus sincicial respiratório; 30% ao rinovírus; e 25,6% ao Sars-CoV-2. “O estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 22 a 28 de março”, acrescentou a Fiocruz no texto de divulgação do Boletim.

Vacinação

Diante do cenário, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), segue até 30 de maio e disponibiliza imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com apoio do Ministério da Saúde.

“É fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza”, afirmou a pesquisadora da Fiocruz Tatiana Portella.

Ela também destacou a importância da vacinação de gestantes a partir da 28ª semana contra o VSR, como forma de proteger os bebês desde o nascimento.

Além da vacinação, a recomendação é reforçar medidas preventivas, como o uso de máscaras em locais fechados e com aglomeração, especialmente por pessoas dos grupos de risco, e a higienização frequente das mãos. (Com informações da Agência Brasil)

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