15 de junho de 2026

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Banco Central deve acelerar alta na taxa de juros Selic


Por Das assessorias Publicado 05/11/2024 às 17h58 Atualizado 25/02/2026 às 23h02
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Imposto de Renda 2025
Foto: Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne nesta terça-feira, 5 de novembro, para decidir sobre a taxa Selic. De acordo com o Paraná Banco Investimentos, esta será a segunda vez no ano que o colegiado fará um aumento na taxa de juros e elevará a Selic para 11,25% ao ano, com alta de 0,50 p.p.

Segundo Pedro Oliveira, tesoureiro do Paraná Banco Investimentos, motivos para o colegiado subir os juros não faltam. O dólar vem sofrendo forte apreciação, a inflação corrente começa a dar sinais de aceleração, o mercado de trabalho superaquecido e o cenário fiscal deteriorado.

Aumento do endividamento

O que mais preocupa é o impulso fiscal dado pelo governo na economia. “O governo aumentou o endividamento bruto de 71,58% do PIB em dezembro de 2022 para 78,55% do PIB na última leitura, em agosto deste ano. Sem um plano de contenção de gastos é inviável uma redução de juros, dado o cenário inflacionário que está se formando”, complementa Oliveira.

Aumento no IPCA

Outro índice que deve subir até o final do ano é o IPCA, cuja projeção do banco é que a inflação deve fechar o ano em 4,55%, acima da meta estabelecida pelo BC. Segundo Oliveira “O impulso fiscal é benéfico no curto prazo, aquece a economia, reduz o desemprego, porém a longo prazo os efeitos são devastadores, com alta da inflação, perda do poder de compra da grande massa populacional e, por fim, uma recessão. Estamos exatamente na fase em que a inflação começa a ser pressionada, por isso acreditamos que o Banco Central terá que subir a Selic até 12,75% ao longo de 2025.”

Câmbio

Em relação ao câmbio, Oliveira acredita que esta semana será instável, diante do resultado das eleições norte-americanas, que está indefinido. “Uma vitória de Trump tende a valorizar o dólar mundialmente, assim como a vitória da Kamala tende a ser o oposto.”

Investimento

Para os investidores, a renda fixa vem se tornando ainda mais competitiva nas últimas semanas, sendo a melhor opção para quem quer bons retornos e menos risco, porém recomenda-se os papéis pós-fixados neste cenário de novas altas da taxa Selic.

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