Associação aponta encarecimento do frete devido a alta do diesel


Por economia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) soltou uma nota no último fim de semana na qual recomenda uma alta no preço dos fretes devido ao aumento de R$ 0,70 no preço do litro do diesel, aplicado pela Petrobras no último sábado.

Segundo a Associação, que que congrega mais de 50 entidades patronais (Federações, Sindicatos e Associações especializadas) e representa 15 mil empresas que operam uma frota superior a 1,2 milhões de caminhões e criam mais de 2 milhões de postos de trabalho, o novo aumento do diesel “acarretará a necessidade de reajuste adicional de no mínimo 5%, fator esse que deve ser aplicado emergencialmente nos fretes”.

“No acumulado do ano tivemos uma expressiva variação média de 28,93% na bomba e nos últimos 12 meses (jun-21 contra jul-22) nada menos que uma magnitude média de 52,69%.
Ainda considerando os últimos 12 meses, os insumos do transporte rodoviário de cargas, vem sofrendo grande pressão, os fornecedores das empresas de transporte, estão ajustando os seus custos de produção e, consequentemente repassando essas pressões para os transportadores. O cavalo mecânico, por exemplo teve seus preços reajustados em média 31,02%, semirreboque 32,55%, pneus 14,81% e por fim o acordo sindical da convenção coletiva dos trabalhadores do Transporte vêm fechando os acordos entre 10,0% a 12,47%”, destaca a entidade, ainda comentando o impacto do diesel e outros componentes no preço do frete.

“É imprescindível para manter a contento a saúde financeira das empresas transportadoras que sejam repassados de forma imediata o acumulado dos aumentos de combustível, até porque este é um custo relevante e que não há formas de reduzi-lo pelo lado do consumo (as que existem já foram adotadas). A NTC&Logística reitera a importância das empresas transportadoras negociarem a inclusão nos contratos antigos, e colocar nos novos contratos, um gatilho para os aumentos do diesel”, reforça a entidade.

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