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Visão empreendedora

Visão empreendedora: No texto anterior vimos a importância da administração para o sucesso de um empreendimento. Nele falamos sobre a máxima do Drucker que dizia que não existem países ricos e países pobres, mas sim países bem administrados e países sub-administrados.

Na mesma lógica, podemos dizer então que não existem empresas prósperas e empresas fracassadas? Na verdade, o que o genial Drucker queria nos alertar é sobre a gestão dos recursos. Segundo ele, um gestor que estuda os dados e entende os recursos disponíveis – sejam eles materiais, financeiros, humanos ou tecnológicos – saberá chegar ao melhor resultado no menor tempo possível, gastando o mínimo dos recursos disponíveis. Este é o papel do gestor: fazer sobrar, pois no acúmulo das sobras podemos perceber o aumento da riqueza produzida.

Esta é uma verdade imutável, e se olharmos apenas por este prisma vai parecer que achamos a bala de prata para acabar com toda miséria do mundo. Cuidado, olhe e reflita com carinho. Sim, uma boa gestão traz produtividade e gera riquezas, o que diminui e tem poder até de acabar com a miséria do mundo, por isso precisamos de grandes gestores na condução das nações e dos governos locais. Entretanto, a administração só aparece sobre aquilo que existe, sobre aquilo que pode ser planejado e executado.

Assim, antes da administração, é necessário surgir o empreendimento, que é fruto único e exclusivo de idealistas sonhadores, que são capazes de enxergar o futuro dentro de seus corações e assim criar uma visão que se reverterá em um plano de execução. Estes são os empreendedores.

Frutos de seu idealismo, ou fruto das consequências de suas vivências, eles são a essência de toda e qualquer nação que já existiu neste planeta. Podemos até nos posicionar contra o capitalismo, mas jamais podemos negar a existência do capital, pois ele não é tudo, mas sem ele nada existe, e menos ainda abnegar a existência do empreendedor.

Pelo contrário, é nossa missão, de todo cidadão, respeitar e incentivar a atividade empreendedora como mola propulsora da geração das riquezas. Permita-me parafrasear Roberto Campos para exprimir esta importância: “qualquer um pode ser empregado. Todos querem ser funcionários, poucos querem ser missionários, mas empreendedor é a essência de uma nação”.

Eis a missão: incentivar, promover, auxiliar e criar ambiente para estes sonhadores proliferarem suas ideias e seus sonhos. Talvez este seja o único caminho para alcançarmos a prosperidade, produzindo riquezas e oportunidades para todos sem distinção. O caminho existe. O caminho é ASSOCIAR, empreender e incentivar. Simples assim. Vamos trilhar.

O autor é empresário com 30 anos de experiência em associativismo, formado em Filosofia e Administração

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