Qual sua opinião sobre a indústria das ações trabalhistas no Brasil?


Por Redação Diário dos Campos
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Foto: Pixabay

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Proteção Necessária

Nos últimos anos, a legislação trabalhista brasileira passou por mudanças importantes, mas a lógica de proteção ao trabalhador vem de longa data, desde a criação da CLT. Esse avanço foi essencial para coibir abusos e garantir um mínimo de equilíbrio na relação entre empregado e empregador. O problema é que, junto com essa proteção, também se consolidou a percepção de que toda cobrança, toda hierarquia e toda exigência no ambiente de trabalho poderiam ser tratadas como prática abusiva.

Abuso dos Dois

É claro que assédio moral, humilhação, ofensa e constrangimento devem ser combatidos com firmeza sempre que acontecerem. Chefes despreparados, autoritários ou agressivos precisam, sim, responder por seus excessos. Mas também é preciso reconhecer que há casos em que profissionais agem de má-fé, distorcendo fatos ou criando narrativas falsas para obter vantagem judicial. Quando isso acontece, a Justiça do Trabalho deixa de ser instrumento de proteção e passa a ser usada como aposta oportunista.

Memória Profissional

Em tempos de crise, desemprego e dificuldade financeira, muita gente pode enxergar numa ação trabalhista uma saída fácil. Só que o mercado de trabalho tem memória, ainda que essa memória não esteja no CNPJ da empresa, mas nas pessoas que circulam por ele. O profissional de recursos humanos que presenciou uma mentira ou uma conduta desleal pode, amanhã, estar justamente na empresa em que aquele trabalhador deseja ingressar. Por isso, a melhor escolha continua sendo a mesma: lutar por todos os direitos, sem jamais ultrapassar os limites da boa-fé e da honestidade.

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