A voz alta
Para alguns empresários, um chefe que não reage com voz alta no ambiente de trabalho não consegue impor-se perante a equipe. Entretanto, firmeza e austeridade não significam obrigatoriamente agir com estardalhaço e gritaria. Mas, onde está o problema? Simples. Está na referência que o empresário possui sobre suas experiências, em como conseguir respeito e subordinação de uma equipe. É por conta desta visão, oriunda de experiências, que muitos empresários acham que seus gerentes devem agir da mesma maneira. Contudo, não é porque com ele esse caminho funcionou que, obrigatoriamente seja o único a ser seguido na empresa.
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A chefia zen
Conheço gestores que, mesmo sempre demonstrando tranquilidade, reagindo de forma pacata perante qualquer tipo de problema, conseguem a respeitabilidade da equipe que lideram. É o que eu costumo chamar de gestor monge. A grande vantagem de um gestor deste tipo é que dificilmente haverá rompantes na empresa. Normalmente, ainda que um problema seja extremamente grave, a reação será a mesma que para um problema pequeno e corriqueiro. Acontece que para quem não conhece o perfil do gestor monge a impressão que fica é de alguém que não tem sangue nas veias, ou seja, alguém que não se incomoda realmente com o que acontece na empresa.
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A falta de reação
Mas, há um lado arriscado em ser um gestor monge. É o fato de algum integrante da equipe entender a falta de reação mais enérgica como falta de preocupação com os problemas da empresa e, por conta disso, passa a agir de forma displicente. Lembre-se: O desafio de um gestor monge é conseguir demonstrar que sua atitude nasce de controle e não de falta de interesse ou preocupação com a empresa.
(Luciano Salamacha)