Qual a real validade dos testes vocacionais?


Por dmais

Depende de como é feito
Dia desses, após uma palestra, conheci uma senhora que reclamava do filho ter feito testes vocacionais e o que disseram para ele não deu certo. Ela perguntava se esses testes funcionam mesmo ou seria apenas enganação. Respondi-lhe primeiramente que todo esforço para ajudar uma pessoa sempre é válido. De outro lado, não se pode esquecer que um teste vocacional nada mais é do que processar o que a pessoa conta, responde aos estímulos, às perguntas de quem está conduzindo a avaliação. Assim, se a pessoa mente com convicção pode induzir a erro quem o está avaliando.

Reflexo do que se fala
Se a pessoa responde com veemência, por escrito ou verbalmente, que adora determinada área quando na verdade não é disso que gosta, fatalmente terá um diagnóstico extremamente equivocado. E o motivo para isso é que todo teste de avaliação é refletivo, ou seja, reflete apenas a imagem que a pessoa apresenta a quem aplica o teste. Se a pessoa é sincera aumentam as probabilidades de acerto do teste. Por isso, disse àquela senhora que antes de criticar quem fez o teste vocacional para o filho dela é necessário verificar se ele foi sincero com o teste, se ele realmente sabe o que respondeu, ou ainda, se não foi induzido pela própria família a fazer um teste que demonstrasse ser um grande talento.

Ilusão na óptica
Algumas vezes a família pressiona o filho para que ele seja aquilo que os pais não conseguiram ser, como se ele tivesse a obrigação de ser o sucesso enquanto que os pais tinham o direito de ser o fracasso. Por isso mesmo a recomendação de hoje é que todo e qualquer teste tem por finalidade ajudar e toda ajuda deve ser considerada bem-vinda desde que a pessoa queira se ajudar, caso contrário, tudo o que for feito não será nada mais nada menos que enganar a si mesmo.

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