Aproveitando a situação
Basta utilizar um pouco da memória para lembrar o que aconteceu na África poucos meses antes da Copa do Mundo daquele país. É importante lembrar que vários serviços públicos tiveram as suas atividades paralisadas por greves. Os trabalhadores aproveitaram aquele momento para reivindicar todos os direitos que eles tinham e também aqueles que eles achavam que tinham. O poder de barganha utilizado pelos sindicatos foi fundamental para que o governo se sentisse acuado e a opinião pública mundial voltasse os olhos para o tipo de gestão que aquele país tinha realizado no período pré-Copa.
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Vergonha
Alguma lembrança com o Brasil? Alguma lembrança com o país que não valoriza os seus servidores públicos, que várias categorias estão com o salário defasado há muito tempo e que, greve após greve, não conseguem êxito nas suas reivindicações? Os gastos superfaturados de muitos estádios faz com que os brasileiros se questionem se não está na hora de dizer um basta a esse tipo de conduta. E o momento extremamente oportuno para os sindicatos passa a se apresentar agora às vésperas da realização da Copa do Mundo no Brasil. Portanto, um alerta importante à sociedade.
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Projeção indevida
Não estranhe se começarem a surgir movimentos grevistas radicais no país. Pessoas que muitas vezes tem mais interesses políticos do que propriamente sindicais e que vão fazer de tudo para ganhar a atenção que não merecem colocando em risco um evento que vai projetar o Brasil para o mundo, seja para o bem, seja para o mal. Aí vem a pergunta. O que o mundo empresarial tem a ver com isso? Simples. Quem paga a conta é quem paga impostos e no Brasil ser empresário significa ter como sócio o governo, aquele que exige quase 40% de tudo que as empresas faturam por mês para utilizar de maneira desnecessária muitas vezes. Pense nisso!
(Luciano Salamacha)