Sem medo
Nós estamos falando na coluna Visão Empresarial desta semana sobre quanto as pessoas, os profissionais, são resistentes às mudanças e especificamente estou comentando sobre o quanto muitas pessoas são resistentes a mudar de ideia e não mudar de atitude. Qual é a diferença fundamental? Em alguns casos a pessoa simplesmente tem de aceitar raciocinar de maneira diferente. Ninguém está pedindo para que ela pratique alguma coisa, que ela faça alguma coisa, que mude o seu estilo de ser e sequer estão pedindo que ela decline de algum direito, de algum benefício, ou seja, a questão não é se ela está com medo de perder vantagens.
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Amigos
A questão principal é que a pessoa muitas vezes se posiciona como alguém resistente ao simples raciocínio sobre o novo. E a história é rica de exemplos do quanto os inovadores, as pessoas que antecederam tendências foram extremamente combatidas justamente por esse outro tipo de profissional, aquele que acha que a verdade foi estabilizada, que não há nada mais a ser evoluído, a ser descoberto ou alterado. Por isso as minhas recomendações de hoje são as seguintes. Número um: peça a opinião sincera para um amigo seu perguntando se você não anda sendo teimoso mesmo sem perceber. Segundo, tente observar em que exatamente está o gatilho que faz com que você se torne resistente.
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Monitorar
Em alguns casos basicamente você pode estar refutando a autoria da outra parte sobre uma linha de raciocínio que é correta, estar automaticamente se recriminando e dizendo que você é quem deveria ter pensado naquilo e que agora, se aceitar aquela versão estará assinando o recibo de que é incapaz de pensar diferente. E, terceiro: tente de alguma maneira monitorar o quanto você tem demorado ou tem sido veloz para mudar de ideia. Algumas vezes um hábito extremamente simples de aceitar a mudança de ideia de uma maneira veloz pode ser o suficiente para que você se torne alguém mais aberto para novas formas de pensar. Pense nisso!
Luciano Salamacha