Por que os familiares na empresa dão mais valor às opiniões de consultores do que propriamente das pessoas que estão lá?


Por Redação Diário dos Campos

Santo de Casa

No ambiente empresarial, especialmente em empresas familiares, o ditado “santo de casa não faz milagre” ganha força. Profissionais internos muitas vezes têm suas recomendações relativizadas por dois fatores principais. O primeiro é o conflito de interesses: ainda que natural, sempre paira a dúvida se aquela sugestão atende exclusivamente ao negócio ou também carrega benefícios pessoais no médio e longo prazo. Curiosamente, até mesmo consultores externos, quando passam a fazer parte da estrutura, acabam perdendo parte dessa força.


O Peso da Convivência

O segundo fator é o excesso de proximidade. O convívio diário expõe não só as qualidades, mas também as limitações do profissional. Isso reduz o impacto de suas ideias, principalmente quando ele é percebido mais como alguém operacional do que estratégico. Em outras palavras, pode ser visto como alguém que executa bem, mas que ainda não conquistou espaço para questionar, propor e, principalmente, convencer pela consistência do raciocínio.


Quem Prepara o Terreno

Em muitos casos, a mudança só acontece quando vem “de fora”, mas isso não diminui o papel de quem já vinha defendendo aquelas ideias internamente. Pelo contrário. Muitas vezes, o profissional da casa foi quem preparou o terreno para que a transformação fosse aceita. A diferença é que nem sempre ele será a última voz antes da decisão. E tudo bem. Porque, no fim, contribuir para que a empresa evolua — mesmo sem protagonismo — já é, por si só, um grande resultado.

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