Por que o tão sonhado emprego da Copa do Mundo não aconteceu?
Uma onda
Não é preciso ter uma grande memória para lembrar que nos últimos vinte anos no Brasil todas as eleições utilizaram os mesmos argumentos para tentar conquistar votos. Os políticos prometiam segurança, saúde e principalmente muitos empregos para os brasileiros. Aí, é natural que a Copa do Mundo surfasse nessa mesma onda, que se prometessem muitos empregos, alguns dos quais nunca chegariam a existir. Nesse sentido algumas pessoas acreditaram e procuraram qualificar-se de maneira individual.
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Falta qualificação
A ausência de políticas públicas de formação de profissionais voltados ao evento da Copa do Mundo fez com que essas pessoas que se esforçaram individualmente pudessem ter uma chance melhor de emprego ou de colocação. Entretanto, o grande problema não é essas pessoas conseguirem uma colocação, mas sim a ausência de profissionais em número suficiente para fazer um atendimento mínimo a todos que virão para o Brasil em Junho. A carência de pessoas qualificadas corre aos quatro ventos quando o assunto é comentar a recepção que os estrangeiros estão tendo no Brasil. Dia desses o alemão, técnico da seleção americana de futebol, não hesitou em dizer que para vir para a Copa do Mundo no Brasil os estrangeiros terão de ter muita paciência.
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Incompetência
Paciência para se adaptar ao estilo brasileiro conduzir como, por exemplo, quando ele ficou oito horas no aeroporto por conta de um atraso no voo, sem que ninguém falasse em inglês com ele. Sequer recebeu orientações sobre como deveria proceder. Portanto, meu amigo, está na hora do brasileiro entender que a Copa do Mundo foi concebida para ser um evento feliz para a população e não um evento que alavancaria economicamente o nosso país. Haverá um período de alegria, que se Deus quiser culminará com o título de campeão mundial, mas isso apenas encobrirá a incompetência que marcou a organização brasileira desse evento.
(Luciano Salamacha)
