Cuidado para não generalizar
Vale lembrar que quando recomendo aos empresários para dizer NÃO aos funcionários, estou me referindo àquela mania que alguns indivíduos têm de repassar ao chefe pequenos problemas que acontecem na empresa. Isso existe porque tanto a gestão quanto os funcionários gostam de criar esse tipo de situação. É o caso, por exemplo, daquele gestor que costuma discutir pequenos detalhes na empresa baseado no ditado popular segundo o qual onde passa um boi, pode passar uma boiada.
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A paixão
Esse gestor tem uma verdadeira ânsia de estar sabendo tudo que acontece na empresa. Mas, do outro lado, também existe aquele funcionário que adora levar à chefia todos os detalhes de uma situação. Ele não percebe que poderia ter resolvido sozinho muitos desses problemas. No máximo bastaria apenas uma comunicação ao gestor sobre o que aconteceu e quais providências foram tomadas. Quando o efeito da paixão pelo detalhe acontece somente do lado da chefia a situação é ainda pior. Imagine trabalhar com um gestor que não pode ter conhecimento de um detalhe que já faz um verdadeiro carnaval na empresa.
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A obediência burra
Quando isso acontece o funcionário deixa de se preocupar em assumir responsabilidades e passa a fazer o que a chefia deseja. Ou seja, ele repassa toda e qualquer informação para o seu superior que, por sua vez, torna-se prisioneiro da própria paixão pelo detalhe. Já quando o gestor não perde tempo com situações de pouca importância, o comum é que os funcionários evitem trazer questões banais para a chefia. A conclusão final é que quando um gestor não sabe dizer NÃO para os pequenos detalhes trazidos pelos funcionários, ele está dizendo automaticamente SIM para o desperdício do seu próprio tempo.
(Luciano Salamacha)