A Armadilha do Começo
Pondere um pouco: você já deve ter percebido — ou ao menos testemunhado — que muitas pessoas no mundo corporativo não terminam aquilo que começam. Em alguns casos, inclusive, esse comportamento pode ser seu. E é exatamente por isso que a reflexão de hoje é direta e necessária: por que, profissionalmente, tantas iniciativas ficam pelo caminho?
Vício da Novidade
Para muitos, a falta de continuidade não é exceção, mas rotina. O entusiasmo surge forte diante do novo, do desafio recém-chegado, da ideia fresca. Porém, quando a novidade se dissipa e o projeto entra na fase menos glamourosa, o desempenho cai, a dedicação diminui e, não raro, tudo é abandonado. É o que chamo de busca constante pela novidade — um ciclo de empolgação e desistência.
Força da Persistência
Esse comportamento afeta especialmente profissionais mais jovens, que encontram na novidade uma fuga do marasmo imposto pela rotina. Mas é preciso compreender que a rotina, muitas vezes, é o que sustenta as organizações. Persistência, continuidade e capacidade de concluir são atributos que constroem a imagem de um profissional verdadeiramente competente. Em bom português: antes de começar muitas coisas e não terminar nenhuma, é melhor começar menos — e ter a disciplina de ir até o fim.