Apenas marcando posição
Há dois tipos distintos pessoas no meio corporativo: aqueles que preferem falar simplesmente para marcar uma posição apostando que futuramente as pessoas não terão memória e não o cobrarão por aquilo que disse, e aquele outro estilo, do profissional que pensa muito bem antes de emitir qualquer opinião, antes de recomendar uma ação, ou então, de tomar uma decisão. Um bom exemplo viu-se dias atrás quando um grande político, do ministério do governo federal, alguns dias depois de dizer que era firme como uma rocha saiu do governo envolvido em vários escândalos.
*****
Diferença de memórias
Será que essa pessoa não se preocupa com o que fala, principalmente em ter de responder por isso? A resposta é que no meio político isso já se tornou algo comum. É fácil no meio político prometer e não cumprir. Já, no meio corporativo as coisas não são bem assim. Empresários, gestores, colegas, costumam ter uma memória muito mais afinada, muito mais requintada quando o assunto é promessas feitas de maneira equivocada. Se a alta gestão percebe que o funcionário fala e não faz, promete e não cumpre, ela não pensa duas vezes em colocá-lo em segundo plano, em retirá-lo de todos os processos que resultem numa promoção.
*****
Descobrindo o estilo
Já, os colegas prestam muita atenção para evitar confiar demais naquela pessoa. Finalmente, os funcionários quando percebem que o chefe fala demais, começam a boicotá-lo, começam a retribuir-lhe na mesma linguagem. Portanto, meu amigo, entenda que há dois tipos de pessoas: os que são ponderados e só falam o que tem certeza e aqueles que não se importam com as conseqüências daquilo que falam. Em vez de preocupar-se com os outros, primeiro descubra qual é o seu estilo. Depois disso adote um caminho e seja feliz.
(Luciano Salamacha)