Psicologia
Quando se fala em neurociência aplicada a estratégia de empresas, podemos fazer referências a dois princípios básicos. O primeiro princípio, que vem da psicologia é do consciente e do inconsciente. Ao mesmo tempo podemos utilizar também o princípio da resposta consciente ou racional, ou então, da resposta inconsciente também encontrado nos estudos sobre neurociência. Explico isso de maneira extremamente simples. Imagine que você nunca andou de bicicleta e vai ter de fazer muito esforço para aprender a se equilibrar sobre duas rodas. O mesmo vale quando você aprende a dirigir um carro. Perceba que quem está aprendendo a dirigir um carro normalmente comete várias falhas, principalmente porque se preocupa em acertar.
Prática
Já, aquelas pessoas que são motoristas há muito tempo sequer pensam para fazerem uma série de movimentos simultâneos e fazerem manobras extremamente precisas em poucos espaços apenas esticando um pouco os olhos. O que acontece é que quando estamos aprendendo algo estamos utilizando uma parte do nosso cérebro ligado ao consciente. É ali que estão as nossas regras, é ali que está o nosso aprendizado. Porém, somente depois internalizamos isso, depois que praticamos com grande frequência já não precisamos mais pensar para poder executar aquelas atividades. Pense comigo! Você já foi ao shopping, já foi ao cinema e quando saiu não lembrava se tinha ido de carro, ou ainda, onde tinha estacionado o carro? Esse é um exemplo do seu consciente fazendo o trabalho enquanto você pensa em outras coisas.
Comando
Acontece que nas organizações também é assim. Algumas decisões estratégicas são muito mais eficazes quando você tem pouco tempo para decidir e faz com que o seu inconsciente extremamente acostumado a tomar decisões rápidas e a processar uma série de variáveis em questão de menos de 15% de um segundo, tome o comando das decisões. Resumindo meu amigo, por incrível que pareça mais de 90% de todas as suas decisões diárias são inconscientes, ou seja, você não percebe que já está fazendo. Agora vem outra questão que quero deixar para responder amanhã: será que as decisões estratégicas nas organizações são 100% racionais? Pense nisso!