16 de julho de 2026

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O que fazer quando apenas alguns integrantes não acompanham o ritmo da empresa?


Por dmais Publicado 30/07/2012 às 16h46 Atualizado 23/02/2026 às 16h56
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Classificação

Para explicar melhor o quanto é importante alinhar os tempos da empresa e de seus funcionários, conto um exemplo. O Antônio assumiu uma equipe extremamente heterogênea, ou seja, de pessoas com desempenhos bem diferentes. A primeira atitude do Antônio foi classificar esses funcionários em três categorias: a primeira, daqueles que necessitariam muito tempo para aprender a trabalhar num ritmo melhor; a segunda,  daqueles profissionais que com pequenos ajustes, com pequenas movimentações e aprendizado conseguiriam rapidamente adequar-se à nova realidade da empresa. E, por fim, uma terceira categoria, daqueles funcionários que já se apresentavam prontos para seguir a nova metodologia que a empresa exigia.

 

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Trabalho harmônico

O segundo passo do Antônio depois da classificação foi especificamente estabelecer regras distintas para os três grupos. Para os primeiros, concedendo um tempo muito pequeno para que demonstrassem algum tipo de melhoria. O Antônio não poderia correr riscos de conceder um prazo muito grande para o primeiro grupo, aquele que teria dificuldades, para somente depois descobrir que teria de substituí-los. O terceiro grupo, daqueles que já estavam prontos para trabalhar no ritmo da empresa, foi convocado para auxiliar o segundo grupo, aquele das pessoas que com pequenos ajustes, com pequenas melhorias, conseguiriam se adequar rapidamente aos métodos da empresa.

 

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Observando as diferenças

Com isso, o terceiro auxiliava o segundo a tornar-se um grupo só, que por conseqüência se tornava ainda melhor perto do primeiro grupo, aquele que necessitaria de muito tempo para aprender talvez muito pouco. Ao fazer isso, o Antônio acabou protegendo o grupo dos despreparados. Afinal, melhorando a performance dos dois grupos seguintes, daqueles que já estavam prontos e daqueles que faltava pouco para estarem prontos, ele conseguiu demonstrar para a empresa que alguns resultados já poderiam ser atingidos. E com isso também conseguiu o tempo necessário para que o primeiro grupo pudesse aprender. Resumindo, a única saída é tratar desigualmente os desiguais, como já dizia Rui Barbosa.

 

(Luciano Salamacha)

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