Necessidade
Ter um filho não significa obrigatoriamente ter um sucessor competente, pois há uma distância considerável entre o desejo do filho de aproveitar a vida e a vontade dos pais para que ele assuma os negócios da família. De forma prática, ser sucessor não é condição para adquirir responsabilidade. Em alguns casos essa condição até piora o processo de formação profissional de um jovem. Como diz um ditado, muitas vezes, a necessidade acaba se transformando em capacidade, isto é, quando não se faz a opção em aprender algo por livre e espontânea vontade, a necessidade faz com que algumas pessoas acabem desenvolvendo alguma habilidade por falta de opção.
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Decepção
É uma questão de sobrevivência. Já a ausência de necessidade pode resultar em comodismo. Logo, antes de pressionar um filho, é importante que o empresário decida qual é a finalidade da empresa familiar. Se o motivo da existência da empresa é garantir o futuro da família, existem outras saídas possíveis sem que obrigatoriamente o filho tenha de ser o sucessor. Agora, se é o pai que sempre sonhou em ver o filho no comando da empresa, o problema é sério. Não pela falta de sucessor, mas pela decepção do pai.
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Obrigações
Quando o assunto é empresa familiar, separar a formação profissional da relação
entre pai e filho se torna muito difícil. Isso porque, geralmente, o pai fica tentando descobrir que tipo de erros ele cometeu na educação do filho. E enquanto eles não conseguem achar a resposta, muitos pais forçam os filhos a assumir uma responsabilidade que eles não querem. Resumindo: quando o filho só quer saber de aproveitar a vida, é importante que não se confunda sentimento de pai com as obrigações do empresário. Esse é o único caminho para que não sofrer em dobro.
(Luciano Salamacha)