E quando o chefe não inspira confiança para o profissional partilhar os seus planos, o que fazer?

Luciano Salamacha


Por Redação Diário dos Campos

Chefias limitadas

Nem toda chefia tem visão de futuro, maturidade profissional ou capacidade de pensar no coletivo. Quando isso não existe, o profissional precisa ter cautela ao expor seus planos pessoais. Transparência é virtude, mas só funciona em ambientes minimamente saudáveis. Em contextos tóxicos, falar demais pode custar caro.


Troca justa

Alguns chefes acreditam que o funcionário deve entregar alma e coração à empresa. Isso seria verdadeiro se a relação não fosse uma troca clara: dedicação profissional em contrapartida a salário e condições de trabalho. Profissionais não abrem mão do direito de sonhar, planejar e decidir o próprio futuro. É justamente nesse ponto que se revela o nível de profissionalismo de uma liderança.

Silêncio estratégico

Chefes profissionais inspiram, estimulam a excelência e mantêm o respeito, independentemente de o colaborador permanecer ou não na empresa. Já líderes egocêntricos tentam reter pessoas pelo medo, pela falta de reconhecimento e pelo constrangimento. Diante desse cenário, a melhor estratégia é o silêncio. Preserve seus planos, mantenha sua postura e deixe que o despreparo da chefia cobre, sozinho, o seu preço.

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