Copa do mundo: problema inevitável ou chance de melhoria para uma equipe?
Não atinge a todos
A classe empresarial costuma se dividir quando o assunto é Copa do Mundo. E não é
para menos. De um lado estão os comerciantes que poderão navegar na onda do patriotismo e aumentar a venda de produtos relacionados com a seleção brasileira. Desde roupas, televisores e acessórios para torcida até os bares e lanchonetes onde a torcida poderá se encontrar, há uma verdadeira indústria que fatura muito a cada quatro anos. Mas, do outro lado, estão empresas que não recebem o impacto positivo do consumo e que, ao contrário, ainda tem problemas com faltas e dispensas por conta dos jogos da copa.
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Falta de opção
Não se trata de desejo ou vontade da empresa em dispensar seus funcionários, mas absoluta falta de opção. Afinal, mesmo aqueles que não gostam de futebol acabam
pedindo a dispensa durante os jogos do Brasil. Então como os gestores destas empresas podem ter algum ganho com os chamados feriados da copa? Não é porque o patrão é legal que ele dispensa os funcionários para assistirem o jogo do Brasil. Há muito mais para ser feito do que simplesmente passar a imagem de empregador bonzinho. Algumas empresas, de olho nesta questão, passaram a analisar o comportamento de seus colaboradores em relação à cultura da empresa.
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Competências analisadas
Elas estão aproveitando para observar porque algumas pessoas se recusam a
participar de ações coletivas no ambiente de trabalho, como assistir a transmissão de um jogo com os colegas, por exemplo. A capacidade de conviver em equipe tem sido cada vez mais apontada como um fator importante para o desenvolvimento de competências empresariais. Por consequência, quem não tem capacidade de se integrar com os colegas, pode até auxiliar a empresa a ganhar dinheiro hoje, mas também poderá se tornar um entrave para o crescimento dos negócios no amanhã.
(Luciano Salamacha)
