Como trabalhar com alguém que costuma recusar tudo aquilo que lhe propõem?
Compreensão
Há uma diferença interessante entre um profissional que costuma recusar tudo aquilo que lhe propõem e aquele outro profissional que tem dificuldade para aceitar qualquer coisa que lhe proponham. Vamos entender! Quem recusa de pronto se fecha para o diálogo, se fecha para o debate e principalmente, coloca de maneira clara que aquele tipo de conversa não terá qualquer tipo de espaço para a continuidade. Já aquele que tem dificuldade em aceitar, demonstra certo esforço, demonstra que até tenta buscar algum tipo de compreensão a respeito do que lhe propõem, mas sente muita dificuldade para encaixar isso na sua escala de valores, nas suas crenças pessoais.
*****
Argumentos
Trabalhar com alguém que tem como hábito colocar de pronto uma recusa pode ser uma tarefa mais fácil do que possa parecer. Quem se recusa normalmente demonstra também a ausência de argumentos para poder defender a sua posição. Fica mais fácil então para o profissional que está fazendo a proposta buscar a discussão a partir do raciocínio e não da decisão, pois quando um profissional propõe que se faça de determinada maneira e o outro se recusa, basta que aquele que propõe diga não há nada de mal nele declinar da sua ideia e passar a atuar como ele quer. Porém pede permissão para compreender qual é a sua linha de raciocínio.
*****
Perguntas
Geralmente aquele que recusa terá muita dificuldade para apresentar uma linha de raciocínio e apenas um único questionamento, em vez de um enfrentamento, poderá ser suficiente para que aquele que recusa perceba que sequer tem argumentos para isso e no fundo trata-se mais de um hábito de recusar sem mesmo testar, sem mesmo raciocinar a respeito do que lhe propõem. Resumindo, quando uma pessoa costuma ser teimosa e recusar absolutamente tudo, basta que a gente mude para perguntas em vez de afirmações e pode ser que a pessoa abra a guarda e comece a desenvolver uma linha de raciocínio que auxilie tanto ela quanto você a encontrar a solução. Pense nisso! Para a coluna Visão Empresarial
Luciano Salamacha
