15 de julho de 2026

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Como encontrar a coragem para tomar uma decisão que gera conflito de valores?


Por dmais Publicado 04/04/2014 às 00h09 Atualizado 23/02/2026 às 17h40
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Mapear os riscos

O ser humano toma mais decisões em sua vida do que realmente a pessoa tem consciência. A grande diferença é que muitas decisões costumam envolver menos riscos do que outras. É justamente nesse ponto que reside o problema. Algumas pessoas erram quando tentam mapear o risco que uma decisão pode gerar. Vamos analisar duas situações diferentes. Na primeira o gestor de uma empresa analisa o risco de errar na hora de fazer uma compra de grande valor. Trata-se de um suprimento com custo superior a R$15.000,00. Já, de outro lado, ele também tem de decidir a compra de um lote de canetas simples para o dia-a-dia da empresa.

 

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Sem desperdiçar energia

Algumas pessoas acham que regras devem ser cumpridas com exatidão, o que de certa maneira não está errado. Entretanto, numa compra de R$ 15.000,00, todo cuidado deve ser tomado porque o risco envolvido, mesmo com um percentual pequeno de 1% até 3%, irá representar um aumento significativo no custo. Entretanto, na segunda compra, das canetas para o dia-a-dia, ainda que a pessoa erre em 100% no valor da caneta o prejuízo será periférico, será pequeno. Aí vem a questão: o gestor deve usar a mesma regra de decisão para as duas situações? E a resposta é óbvia. Desperdiçar energia, muitas vezes com questões pequenas, somente quando for necessário para dar o exemplo.

 

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Relevância

Não significa que as pessoas estão autorizadas a pagar mais caro ainda que o produto seja barato. Significa que algumas vezes o processo precisa ser customizado mediante a relevância e o risco envolvido. Justamente aí está o elemento fundamental para que a pessoa encontre coragem para tomar decisões. Quando você mapeia o risco efetivo que uma situação proporciona começará a entender que para riscos pequenos não há que se perder tempo, enquanto que para riscos maiores, se deve sim investir o tempo economizado nas outras decisões. De maneira simples e prática, o erro não está em tomar decisões. O erro está em não saber mapear o risco efetivo da sua decisão.

 

(Luciano Salamacha)

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