Saudades da Ponta Grossa poliesportiva


Por dmais

Ponta Grossa é uma cidade que está perto de completar 200 anos. Desde antigamente, tínhamos orgulho em ter um jóquei clube e dois clubes de futebol. Mais tarde veio um grande ginásio voltado ao basquete, o Borell Du Vernay. Posteriormente também um kartodromo. Aliás, a pista era uma das mais exóticas do mundo… Foram também criados os jogos Estudantis da Primavera pelo professor Satyro, fato que mudou o comportamento dos ponta-grossenses, que passaram a enxergar o esporte na essência. Portanto, existia uma certa vocação desportiva na cidade.

Hoje é bem diferente daqueles bons tempos pioneiros. De lá para cá, algo sinistro vem acontecendo. Sobrou um clube de futebol profissional, campeão em 2015, e que sobrevive graças ao peso da tradição. Não existe mais kartódromo. Há o lendário Borell Du Vernay e o quebra-galho do Oscar Pereira. Timidamente, ambos ainda sediam competições, mas ainda falta aquele salto em nível nacional. Aliás, fato que ocorre em quase todas as modalidades por aqui. Tudo ausente do cenário nacional.

O recente fim de uma ótima equipe profissional de futsal por causa de falta de estrutura física adequada é inaceitável. A tal Arena Multiuso, que não serve para nada há quase dez anos, foi o pivô da vergonhosa situação que impossibilitou o negócio de Ponta Grossa jogar a Liga Nacional de Futsal e com isso, alavancar vários setores no município. Como consequência, também não teremos o time na quadra do certame paranaense nesta temporada por falta de recursos. Será que não existem mecanismos para empresas apoiarem o esporte por aqui? É muito pouco caso e, enfim, o projeto foi literalmente atropelado por um elefante branco.

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