No próximo dia 28, uma quinta-feira, o Operário Ferroviário terá o jogo da volta pela Copa do Brasil, em Santa Catarina, diante do Criciúma. Como venceu o primeiro confronto em Vila Oficinas por 2 a 1, o Fantasma começa a decisão com a vantagem do empate. Nada mal levando em consideração a campanha que fez no Campeonato Paranaense e que agora vislumbra a oportunidade de passar de fase na competição nacional.
A vantagem do empate é importante, mas não é suficiente. Sobretudo, o posicionamento do técnico Gerson Gusmão preocupa. Ele declarou após a vitória contra o Tigre, que iria preparar o time para não tomar gols. Ok, mas não seria oportuno preparar o time para fazer gols? Afinal, o regulamento da Copa do Brasil beneficia quem marca gols fora de casa. Portando, balançar as redes lá seria o mais lógico. Entrar em campo agarrado nesta pequena vantagem é um convite à derrota. Se o Fantasma marcar lá, certamente carimba a classificação. Nesta partida, sem dúvida, a melhor defesa é o ataque.
Mas, enfim, o Fantasma fez um bom jogo e se reabilitou com a magoada, mas presente torcida. A vitória devolveu a confiança aos jogadores e também clareou a possibilidade, até então desacreditada, de seguir em frente na Copa do Brasil. Porém, o Fantasma ainda está longe de assombrar. O time mudou a postura, mas continua frágil e perdendo chances incríveis na cara do gol. A impressão que ficou no Germano Krüger foi de que a classificação já poderia ter sido garantida, não fossem os gols perdidos.