Ser Mãe e a culpa

Lílian Gomes- CRP 08/17889
Ainda compartilhando experiências, relatos acerca de como ser “uma Mãe suficientemente boa”, é recorrente nos relatos e queixas de mães que têm seus filhos, em terapia. Em “o quê” foi que eu errei? “Gostaria de passar mais tempo em casa acompanhando o desenvolvimento e cuidando dos meus filhos.”
“Existe um amor imenso que é atravessado por culpa por não ser suficiente, por trabalhar demais, por cansaço…” E ao mesmo tempo, esses sentimentos se cruzam com a alegria do compartilhamento de outros momentos com esses filhos. Uma situação até de ambivalência, de comparação e das expectativas que as mesmas criaram acerca da maternagem, surgem nessa realidade.
Importante se faz, refletir sobre as circunstâncias, o momento social/econômico que a família se encontra, a pressão social e as dificuldades que cada um encontra para conciliar vida profissional e vida familiar.
Esse sentimento de culpa, pode se agravar e se apresentar na forma de ansiedade, irritabilidade, insônia, esgotamento e estados depressivos.
Reconhecer seus sentimentos, perceber como está essa fase, buscar apoio e procurar ajuda profissional para que juntos avaliem a situação, levantem os fatores desencadeantes, serão elementos importantes para o enfrentamento. E, falar… compartilhar com que acompanha essa fase e dividir as tarefas.
Também, não é egoísmo “reservar um tempo para si mesma.” Entender que a maternidade é um processo que oscila entre “altos e baixos” e que o modelo “idealizado” não existe e que é importante valorizar os momentos de sucesso, alegria, reconhecendo o esforço e o que resultou positivo.
O papel do “feminino” ainda é muito exigido! E esse lugar necessita ser destacado não só pela maternagem, mas em diversas áreas, como a acadêmica, a política, a arte, o empreendedorismo.
Podemos ser mulher mãe, empreendedoras e principalmente protagonistas.
“Lugar da mulher é onde ela quiser!” E dessa forma, ter consciência que pode elaborar as situações, avaliar o peso e a intensidade do sentimento de ambivalência, da dúvida e identificar as diferentes forma de avaliar “as culpas” que ainda possam estar em seu cotidiano, concluindo que é possível conciliar os diferentes papéis que lhe são exigidos.
E ao avaliar com o passar do tempo, o reconhecimento chegará e saberemos que demos o nosso melhor!
