Olhar para dentro e a alta “autoexigência”


Por Lilian Gomes

Ainda compartilhando experiências, nem sempre conseguimos ou queremos perceber “como somos ou como estamos”. A resistência se faz presente e a autossabotagem se instala.

“São padrões de comportamento onde uma pessoa, consciente ou inconscientemente, age contra seus próprios interesses e objetivos, criando obstáculos que impedem a realização pessoal e profissional. Esses padrões podem manifestar-se em diversas áreas da vida, afetando a autoestima e o bem-estar emocional”. 

As pessoas têm comportamentos evitativos, baixa autoestima, fogem dos enfrentamentos, apresentam baixa motivação e podem ter pensamentos negativos gerados inconscientemente.

Comparação pode gerar autossabotagem: “eu nunca serei como ele(a); não vou conseguir realizar o que sonhei ou projetei para a minha vida; tenho uma autocrítica muito elevada; sou culpada ou dou causa aos meus e aos problemas dos outros; sempre penso no pior!”

E, como superar isso?

O nosso foco está sempre fora de nós? Onde estamos? Que lugar ocupamos? Como nos enxergamos?

Eu me escuto? Tenho metas claras? Objetivos?

“Crenças negativas como “eu não sou digno” ou “coisas ruins sempre acontecem comigo” são alimentadas pela baixa autoestima, outro componente importante para a autossabotagem”.

Importante se conectar, se perceber para evitar as armadilhas da procrastinação, atentar para o que é real e perceber o que é do imaginário e o quê nos tira do equilíbrio.

Olhar para dentro, dá trabalho,  nos compromete e nos responsabiliza.

Quando não identificada e não enfrentada, a autossabotagem pode se configurar como “Síndrome do Impostor” em que as pessoas consideram seu sucesso “à sorte, às energias positivas” e se desmerece e se sabota, não reconhecendo suas capacidades e até se considera “uma fraude que a qualquer momento” pode ser descoberta. É um sentimento de negação e de não reconhecimento muito forte. Apresenta sinais de ansiedade, vigilância permanente e estresse crônico.

Ambientes familiares e/ou profissionais com uma “alta exigência” contribuem para a autossabotagem e mecanismos de fuga.

Portanto, não tenhamos medo de olhar para dentro! Creio que encontraremos muitos aspectos positivos para acreditarmos em nós mesmos!

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