O Código de Ética que orienta a nossa profissão de Psicólogos, nos fundamenta na “defesa intransigente dos direitos humanos”. E, quando nos movemos nessa direção, em algumas situações ainda causamos um certo “estranhamento”.
A nossa sociedade, ainda não evoluiu o necessário para que não precisemos lembrá-la que todos são iguais nas diferenças. Ainda “pensamos a Psicologia por meio da intersecção de raça, classe, gênero, sexualidade e deficiência”. As questões de raça, “são evidentes em todo os setores da sociedade e o racismo é elemento central na organização do nosso sistema sociopolítico, sendo estrutural e estruturante das relações”.
“As pessoas negras somam 56% da população brasileira e as estatísticas apontam que um jovem negro é morto a cada 20 minutos”.
Daniela Arbex, em seu livro Holocausto Brasileiro, (2019) relata o genocídio de 60 mil brasileiros no hospital psiquiátrico de Barbacena, em que destas 80% eram pessoas negras. Outra estatística, se refere sermos por 13 anos consecutivos, o país que mais extermina pessoas LGBTQIA+.
E, avaliando o acima exposto, como contribuir para uma saúde mental sem levarmos em conta esses fatos em consideração?
Como a presidente do nosso Conselho Regional de Psicologia do Paraná, em seu discurso de posse, nos coloca, importante se faz “entender que uma Psicologia antirracista é consequentemente antimanicomial, antiproibicionista, antiLGBTfóbica, anticapacitista, feminista, inclusiva e emancipadora”.
E, essa não pode ser uma pauta de uma só profissão. Necessário se faz, ser múltipla, plural, urgente e presente em todas as profissões. E este coletivo pode nos levar à uma sociedade mais justa e humana!
E para concluir: É preciso agir (Bertold Brecht- 1898-1956)