
Lílian Yara de Oliveira Gomes-CRP 08/17889
O Dia das Mães é uma data comemorativa que homenageia anualmente a figura familiar materna e a maternidade. A data de comemoração varia de acordo com o país. Em Portugal é comemorado no primeiro domingo do mês de maio e no Brasil no segundo domingo.
E, hoje, um pouco de história: “considera-se que o Dia das Mães surgiu nos Estados Unidos, bem no começo do século XX. Apesar disso, os historiadores enxergam algumas semelhanças entre essa data comemorativa e algumas celebrações realizadas na Antiguidade clássica, isto é, na Grécia e Roma antigas.
Não existe uma associação direta entre a celebração moderna e a realizada na Antiguidade, mas os historiadores pontuam-nas, em diálogo para demonstrar que festivais em homenagem à figura materna não são uma exclusividade do mundo contemporâneo. Na Grécia, por exemplo, celebrava-se Reia, a mãe dos deuses.
A psicóloga Lucélia Paula explicou que muita coisa muda na cabeça de uma mulher que decide ser mãe. “O processo de mudança começa assim que a mesma engravida, sendo esta gravidez desejada ou não. A gestação altera enormemente toda a estrutura psíquica da mulher, seu jeito de pensar, de sentir, de fazer, de falar. A gravidez trará elementos novos em todos os seus aspectos e promoverá alterações momentâneas e permanentes”, explicou.
“O vínculo entre mãe e filho é importante independente do tipo de parto, ou mesmo se a mãe adota uma criança”, afirma a psicóloga acima citada.
E quando nasce um filho, nasce uma mãe, um pai, avós, tias e tios.
Importante também, mudar nosso olhar acerca dos novos modelos familiares, reeducar o pensamento, repensar falas e ouvir o que a comunidade homoafetiva tem a dizer acerca das melhores formas de lutar contra a homofobia na prática. Acolher com afeto e amor.
“Nesse cenário, é importante ampliar a compreensão do conceito de “família”, que deve significar, sobretudo, um grupo social cuja convivência é pautada na troca de afeto, proteção, e promoção do desenvolvimento das aptidões e do caráter de seus membros. Não importando de que sexo sejam e a orientação sexual que tenham. Inclusive porque a lei brasileira não faz distinções dessa espécie e não existe vedação legislativa aos casais homoafetivos em relação à adoção. Devem-se observar, nesta matéria, os princípios fundamentais da igualdade, da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da intimidade, da não discriminação e do direito à busca da felicidade”.
Aliás, atualmente, é cada vez mais comum uma diversidade das atividades tradicionalmente exercidas pelos pais, e o papel de pai nem sempre é exercido necessariamente por um indivíduo do sexo masculino. Muitas vezes, por exemplo, a mãe é quem trabalha fora o dia inteiro enquanto o pai responsabiliza-se pelas tarefas dos filhos e da casa. Nada impede, assim, que uma criança tenha ‘dois pais’ ou ‘duas mães’, caso seja adotada por um casal homoafetivo.
O que importa são os valores, o respeito e a educação pautada no exemplo e no amor.