Descansando a mente


Por Lilian Gomes
Imagem de Mente descansando
Imagem de Mente descansando

Todo ano entramos em férias, sejam escolares, do trabalho, de alguma atividade rotineira. Porém, será que também damos férias para a nossa mente?

Será que desligamos “o alarme interno” que muitas vezes disparam pensamentos ruins, negativos, catastróficos? “Pensar é prever?” Nem sempre…

A ciência comprova, 90% das preocupações nunca acontecem. Pelo menos da forma que concebemos mentalmente. “O cérebro ansioso antecipa ameaças que raramente se confirmam.”

Por isso, importante refletir se estamos alimentando uma pré-ocupação ao invés de nos ocuparmos quando o fato realmente acontecer.

Avaliar atos e suas consequências são atitudes que nos dão evidências concretas e diminuem sofrimentos antecipatórios. Fácil de realizar? Não, mas possíveis quando nos conscientizamos disso.

A respiração consciente pode ser um mecanismo importante para acalmar o “alarme interno.” Pode oxigenar mais o cérebro, diminuindo a velocidade e o excesso de pensamentos, trazendo a mente para o aqui e agora.  Escrever e planejar avaliando o quê de concreto pode ser realizado também ajuda e diminui a ansiedade. “Depois, pergunte: isso depende de mim? Se sim, organize em etapas, planeje. Se não, aprenda a soltar. A mente precisa de conclusões, fechamentos.”

Exercício físico, sono, menos tela e estímulos deixam o cérebro mais calmo, sem pensamentos automáticos frenéticos e intrusivos. “Mente sobrecarregada traz desgaste, estresse e esgotamento e esses geram sofrimento e isso requer ajuda e cuidado profissional.” Procurar ajuda não é fraqueza, é coragem de se olhar por dentro, de querer entender o que causa sofrimento e avançar em qualidade de vida.

Portanto, “dar férias para o pensamento”, é desacelerar a mente, gerenciando emoções e fazer pausas conscientes como “antigamente se dizia: higiene mental”.

Creio que dessa forma a mente descansará!

Sair da versão mobile