Compartilhando sentimentos                  


Por Lilian Gomes

Emotions set. Girl hiding face behind signboard with drawn smileys. Collage of indifferent, winking, happy, surprised, and sad emoticons.

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                                                                           Lílian Yara de Oliveira Gomes – CRP 08/17889

Compartilhar sentimentos se faz necessário em nosso dia a dia, pois é por meio deles que nos conhecemos e poderemos conhecer o “outro”.

Nessa semana, ao assistir o filme “Como eu era antes de você”, percebi a necessidade que temos  a cada dia, de tomarmos consciência da efemeridade da vida e que o que importa é o “hoje” e o que dele fazemos. Reconhecer sentimentos e externá-los, permitirmo-nos a fazer as trocas afetivas e compartilhar nossas emoções, nos fazem perceber o “ser” que somos.

Pessoas passam e permeam nossas vidas e muitas vezes não nos apercebemos delas. As emoções não expressas nos oprimem e podem nos sufocar internamente.  “É como um rio estagnado em uma parte de sua rota que para de fluir e se contamina, compartilhando apenas sua poluição e não sua vida”.

Sempre coloco que se não nos expressarmos estaremos nos “envenenando” e dificultando nossas relações, colocando ruídos na comunicação e na manifestação afetiva.

Importante se faz, ser autêntico, real. Expressar de forma clara, pois se não o fizermos poderemos ficar com situações “mal resolvidas” e não termos mais tempo para resolvê-las !

Muitas indagações poderão vir à nossa mente: Ah, se eu disser o que penso, vou machucar o outro… Mas, se não colocarmos o que sentimos, estaremos machucando a nós mesmos! Temos que valorizar a verdade, a honestidade, sermos autênticos.

Expressar o que sentimos, nos proporciona realizar uma “catarse” e nos esvazia dos ressentimentos, dos julgamentos imaginários e nos aproxima do “outro”, nos levando à empatia e à unidade de ser.

Com relação ao filme, todos seremos diferentes ao nos relacionarmos, pois é na relação com o outro que nos  fazemos. Jamais seremos os mesmos. Por isso, “Como eu era antes de você”, me faz concluir que todos, não seremos iguais após todos “os outros” cruzarem, participarem e perpassarem a nossa existência.

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