
Lílian Yara de Oliveira Gomes- CRP 08/17889
No decorrer da prática em Psicoterapia é recorrente a queixa dos pacientes em sentirem que são “menos” que os outros: percebe-se desvalia, desamor, a desesperança, desalento, insegurança.
A base da insegurança, é a comparação. Somos comparados com os irmãos, com os primos, com os colegas. Agora somos comparados nas redes sociais em que a maioria é “bonito, jovem, felizes e ricos.” Isso nos leva a sentir insegurança e até nos sentirmos incapazes.
As vozes do passado e até as do presente, nos falam: “perceba como ele(a) consegue, seu amigo(a) conseguiu, no meu tempo era assim e deu certo.”
Temos que fazer a jornada interna e não deixar que o passado e o externo tenham tanta força. É necessário diminuir a força do externo e deixar de se comparar. E será que estamos preparados para fazer isso? Para isso é necessário se conhecer. “Só podemos nos comparar quando sabemos quem somos” e dessa forma diminuímos a desvalorização própria e nos espelhamos sem sofrimento. Quando fazemos esse caminho interno, paramos de olhar o externo com “inveja” de que se “o outro conseguiu isso, pode ser legal e eu também vou conseguir”. Ou se o outro fez daquela maneira, dessa maneira não me serve…
E isso é transformador: a insegurança diminui, a comparação cessa e abre oportunidades da construção pessoal, diminuindo a autocobrança, “entendendo o que é seu”, buscando inspirações e não comparação.
Importante se faz, ter clareza dos objetivos, projetos e propósitos que estabelecemos, reavaliando de tempos em tempos, para seguir na vida com mais leveza e menos pressão.
Viver, não tem manual. Vamos desenvolvendo “um conjunto de competências, como se fossem peças de quebra-cabeças, que vamos remontando de acordo com as situações e circunstâncias surpreendentes da vida”. Às vezes são difíceis de encaixar, exigem atenção, dedicação, tempo, e esse pode nos ajudar.