Ainda e sempre: Setembro Amarelo


Por Lilian Gomes

Lílian Gomes – CRP 08/17889

Importante que esse olhar seja permanente, mais do que uma campanha de um mês. A saúde mental deve ser constantemente cuidada e atendida. Ser observado, ouvido, pode ser o diferencial entre a vida e a morte.

Nem sempre tomamos consciência das mudanças de comportamento que repentinamente acontecem na nossa vida e na vida dos que nos cercam. E também, nem sempre é “tão repentinamente assim”: nós que não percebemos, a vida dá sinais…

É o isolamento, são as reações intempestivas, a agressividade que se instala,  depressão ou transtornos mentais, pensamento de inutilidade, fuga da realidade e que seus problemas são insolúveis.

Por que “Setembro amarelo?” Talvez muitos conheçam a história: “Mike Emme, americano de apenas 17 anos, tirou a própria vida em seu Mustang amarelo 1968. No seu funeral, amigos e familiares distribuíram cartões com laços de fita amarelas com mensagens de apoio às pessoas que pudessem um dia, passar por esse mesmo desespero”.

Essa campanha também afirma a necessidade da quebra da resistência da busca de tratamento psicológico que ainda encontramos na nossa sociedade. “O mês busca diminuir esse estigma, incentivando a escuta, o acolhimento e que a vida é muito importante.”

Conhecer as nossas emoções, ter autocuidado, compartilhar sentimentos e histórias se faz necessário. Na terapia Cognitiva Comportamental, sugerimos “o diário das emoções”, onde o paciente pode escrever e/ou desenhar o que sente durante a semana, meses… concretizar/nomear sentimentos ajuda a tomarmos consciência e a lidar melhor com elas.

Também, oferecer apoio, procurar ajuda profissional, reconhecer e identificar sinais tanto nossos pessoais, como dos que nos cercam, podem facilitar o cuidado necessário e abrir caminhos para a prevenção ao suicídio.

Empatia, encaminhamento para escuta ativa, acolhedora e profissional são ferramentas indispensáveis de prevenção.

Sigamos nessa atitude o tempo todo!

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