10 de julho de 2026

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A Psicoterapia nas Altas Habilidades(continuação)


Por Lilian Gomes Publicado 19/11/2023 às 13h11 Atualizado 26/02/2026 às 07h13
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Continuando a abordar esse tema, ressalto que a Psicoterapia com pacientes com altas habilidades tem se mostrado eficaz no sentido de perceber qual o impacto  dessas habilidades/superdotação e como as mesmas interferem no   comportamento e no cotidiano desses pacientes. Percebo ainda alguns mitos e “esse público pode enfrentar grandes desafios e uma das possíveis estratégias de enfrentamento é esconder, negar ou até mesmo não reconhecer suas habilidades, passando a desenvolver problemas comportamentais e/ou psicológicos”, sendo confundido com hiperatividade, rebeldia ou até com comportamento desafiador/opositor.

Utilizando a abordagem cognitivo-comportamental como embasamento teórico e técnico e a utilização da psicoeducação, treino de habilidades sociais e técnicas de relaxamento no atendimento a essas crianças, observo que a forma de lidar e enfrentar se torna mais consciente e menos sofrida, pois ao entender “o que é diferente” nos aproxima da melhor forma de se acolher e de se aproveitar esse potencial. Um outro facilitador é o engajamento da família e a sensibilidade e abertura para o diálogo na escola às questões relacionadas às adaptações e ao acolhimento que a criança precisa.

Alguns pais, questionam se seus filhos deveriam “avançar” um ano letivo… nesse sentido não sou favorável, pois as crianças necessitam de “base de conhecimento” e adiantar seria ultrapassar a possibilidade de entender conteúdos que são imprescindíveis para a elaboração cognitiva, que servirá de sustentação para outros conteúdos. Aí encontramos a necessidade de professores mais preparados e escolas mais estruturadas para atender essa demanda e aproveitar esse potencial canalizando para ampliação de conhecimento, para ajuda e maior socialização desses alunos no intercâmbio com outros colegas, com atividades paralelas como leituras extras, atividades diferenciadas, para que esse aluno, que às vezes “incomoda”, porque faz tudo em outra velocidade que os demais, possa se sentir incluído e valorizado.

Portanto, o olhar atento e profissionalizado deve permear o cotidiano familiar e escolar, para o acolhimento desses cidadãos e proporcionar-lhes a socialização imprescindível ao desenvolvimento. É importante desenvolver essas habilidades, evitando o isolamento, ou até que a escola se torne menos atrativa, resultando num afastamento social e relacional, desencadeando até estados depressivos, indisciplina, revolta.

Vamos nos habilitar em conhecer e estudar as Altas Habilidades!

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