Corrente do bem para começar o ano


Por dmais

Hamilton Fonseca

Como ainda é início de ano, paira no ar os desejos de que pessoas e empresas realizem projetos para o bem, seja do meio ambiente, de pessoas próximas, da comunidade, seja de responsabilidade social para transformar o mundo num lugar melhor para se viver e sonhar. Assim são as iniciativas de várias corporações que não apenas visam o retorno comercial, mas dão seu retorno à sociedade sob diversas formas. E não se trata apenas de aumentar visibilidade e marketing, mas de transformar o mundo em que vivemos num lugar melhor.

Uma das áreas mais prioritárias para o país é a educação e a consequente formação de profissionais para o futuro. Nesse sentido, o governo traz limitações, enquanto a iniciativa privada é um ator importante nesse processo. E tem muito a contribuir. Exemplo disso é a parceria firmada entre o Instituto GPA, a Fundação Grupo Casino e a Fundação Getúlio Vargas (Escola de Administração de Empresas de São Paulo). As instituições assinaram acordo para implementar um programa conjunto de concessão de bolsas de estudos destinadas a estudantes de alto potencial e desempenho.

O programa atende em especial as pessoas que não dispõem dos meios financeiros necessários para ter acesso à universidade. O programa prevê a concessão, todos os anos, de dez bolsas de estudo, com validade de quatro anos cada uma. O acordo foi assinado por Jean-Charles Naouri, presidente do Conselho de Administração do GPA, pelo professor Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da Fundação Getúlio Vargas e pela professora Maria Tereza Leme Fleury, diretora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo.

Em 2000, criei na França, um programa de bolsas para a excelência, a igualdade de oportunidades e o incentivo ao mérito. A finalidade deste programa é permitir a estudantes brilhantes que enfrentam dificuldades sociais, mas que, apesar de tudo, demonstram a motivação para seguir uma trajetória de excelência, ascender aos melhores institutos e universidades. Graças a seu empenho e a nosso apoio, hoje mais de 500 jovens são, por exemplo, engenheiros, docentes ou médicos.

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