Ser bem-sucedido, ter um negócio próprio que de certo, criar perspectivas de crescimento em um cenário competitivo e engajar pessoas para um propósito. Esses são alguns questionamentos que rondam a cabeça daqueles que têm suas empresas ou sonham se tornar empreendedor num país de oportunidades e entraves. Durante o CEO Summit em Curitiba, encontro realizado pela EY, Endeavor e Sebrae, muitos fundadores contaram suas angústias, desafios e conquistas. A vida deles definitivamente não foi um mar de rosas, mas eles tiraram dos espinhos lições e aprendizado. “Precisamos preparar a empresa para o crescimento e isso passa por treinamento, visão de longo prazo e vontade de fazer acontecer mesmo com nossos empecilhos, que envolvem tributos, dificuldades de infraestrutura e de competitividade”, afirmou o sócio líder da EY no Paraná, Claudio Camargo.
Da diferença à sinergia
Décio da Silva, presidente do Conselho de Administração da WEG, é filho de um dos fundadores da empresa e relembrou que a sinergia foi o segredo para o crescimento da WEG. Eram habilidades e personalidades diferentes, mas que se complementavam. Para fazer sociedade, é preciso pensar mais do que para se casar. E ali teve química. Silva também elencou o que considera as características do empreendedor. É preciso ter ambição. Se você tiver metas medíocres, corre-se o risco de obtê-las, brinca.
Metamorfose ambulante
Já o empresário Valério Gomes, presidente do empreendimento catarinense Pedra Branca, sempre disse ser uma pessoa longe dos padrões e foi ao pensar fora do quadrado que teve uma atitude visionária. Ele transformou uma antiga fazenda em um bairro sustentável. A ideia é que as pessoas residam, trabalhem, tenham acesso a lazer e serviços, tudo num só lugar. Tendo como um dos mentores o paranaense Jaime Lerner, ele vislumbra uma sociedade humanizada. Estamos vivendo uma época em que as pessoas estão carentes do encontro pessoal e de uma mobilidade urbana adequada. São essas soluções que estamos oferecendo. Queremos que ali as pessoas morem, trabalhem e tenham acesso a serviços. Tudo a pé e de bicicleta, ressalta.