
Bom dia!
Uma cena chamou muito a minha atenção nas últimas horas. Um caminhão de lixo, e pessoas dependuradas no mesmo, como se fossem lixeiros, mas não. Eram cidadãos em busca de vestígios de alimento. Ou será, que nem cidadãos eram? Não vem a caso onde foi, quem foi, mas apenas a cena ilustrativa da vida como ela realmente é, sem nenhum pó de arroz ou pintura de sobrancelhas. A fome que vem com força, não marca horário e precisa ser suprida rapidamente. A fome, que os nossos líderes, em grande maioria das vezes, não compreende. A fome, que foi criada por quem tem o que comer, pois quem não tem, sofre as agruras ou penúrias, como preferir. Muito comentada também, aquela cena, de um monte de ossos e pessoas, sim pessoas não animais, tentando juntar um vestígio de carniça, não carne como muitos acham. A fome que vem no formato de açougueiros, que sempre distribuíram gratuitamente ossos e agora resolveram vendê-los, assim como as famosas carcaças de peixes, em algumas regiões do país. Parece um discurso repetitivo mas não é. Quem assim pensa, faça um jejum forçado, e perceberá o quão feliz é, e não agradece. A preguiça de ir até a geladeira retirar alimentos. A preguiça de carregar sacolinhas de mercado. A preguiça de ferver o leite. A preguiça de erguer a colher na boca. Sim existem pessoas que seguem a cartilha da preguiça e reclamam a todo instante. Outros nem forças para a preguiça possuem.
“Quem tem fome não tem escolha. O seu espírito não vem de onde ele gostaria, mas da fome.”
(M. Frisch)
Partiu terça feira. Coragem minha gente!
Emerson Pugsley
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(Ilustração deste post emprestada da internet)