13 de julho de 2026

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Heróis Sem Escudo


Por Emerson Pugsley Publicado 23/05/2021 às 12h36 Atualizado 21/02/2026 às 13h10
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Bom dia!

Encontrei no Caderno G, da Gazeta do Povo, anos atrás, um artigo bem interessante, com o título: “A origem nada glamourosa dos super- heróis”. Eles lutam por justiça, combatem o crime, usam fantasias e são protagonistas de uma indústria altamente lucrativa. Os super-heróis são uma das mais importantes e longevas criações da cultura de massa do século 20. A história de como eles surgiram, entretanto, é bem menos glamourosa do que as suas vidas nos quadrinhos e nas telas. Adolescentes imprimindo zines em mimeógrafos, jovens em busca de emprego em meio a grande recessão norte-americana na década de 1930, pioneiros que perderam o controle de suas empresas para mafiosos, de verdade, não da ficção. Os dois pioneiros, Super Homem e Batman, surgem no fim da década de 1930, às portas da Segunda Guerra Mundial. O conflito também influenciou a criação de outros super-heróis, sendo o Capitão América o mais famoso. O Super Homem luta por verdade, justiça e o modo de vida americano, enquanto o Batman luta em defesa dos moradores oprimidos da cidade.

Finaliza assim:

“A cada década, super- heróis se reinventaram e foram descobertos por um novo público.” (Brian J. Robb escritor).

Ao ler a matéria acima, fiquei a refletir, nos super-heróis de verdade, não de mentirinha. Naqueles que madrugam, saem em busca do sustento, do trabalho, da saúde, da realização pessoal e profissional, de compartilhar aquilo, que possuem de melhor, com o semelhante. Heróis, que em um país bagunçado, politicamente falando, ainda são capazes, de sobreviver com míseros salários, enquanto os seus “representantes”, trocam malas de fortunas, em portas de mercado. Heróis da vida e da morte, daqueles que nunca mais voltam para casa. Sem esquecer, das nossas heroínas, mulheres de verdade, sem preguiça, sem limites, para buscar o seu melhor, a cada raiar do sol ou aparecer da lua.

E atualmente, os heróis da saúde pública, dos pais e mães de família, juntamente com seus filhos e filhas, perdendo a vida para um vírus aterrorizante. Heróis sem escudos, sem armas de destruição, sem lenço e em muitos casos sem documento também.

Um ótimo domingo de reflexões aos leitores(as).

Emerson Pugsley

Elogios, sugestões e críticas: [email protected]

(Imagem deste post emprestada da internet)

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