Considerando A Vida…


Por Emerson Pugsley

Bom dia!

Neste início de quinta feira, gostaria, de pensar um pouco, sobre a seguinte questão: o que, estamos fazendo, com a nossa vida? E não é, um problema qualquer, mas uma reflexão, para as atuais e futuras gerações. Estava tempos atrás, lendo um artigo, publicado em jornal de circulação nacional, e percebi um número bastante alarmante. Somente no ano de 2016, as adolescentes brasileiras, deram a luz, a 431 mil bebezinhos, equivalente a 21%, dos nascimentos do ano anterior. A gravidez precoce, é hoje a maior causa, de evasão escolar entre garotas de 10 a 17 anos. Estudo do IPEA, aponta que 76% das mães brasileiras, nesta faixa etária, não estudam e 58% não estudam, nem trabalham. Outros estudos, revelam que complicações decorrentes da gestação e parto, são a terceira causa de morte entre as adolescentes, atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios. É a gravidez, que afeta, quem mal saiu da infância. E neste cenário, ainda percebemos, uma discussão intensa a respeito do aborto, onde favoráveis e contrários, defendem os seus pontos de vista. Legalizar ou não, eis a grande questão? Muitos chegam a dizer, que aquele “amontoado de células”, com apenas 12 semanas, ainda não é uma vida. Eu vou um pouco mais longe. E nós, hoje adultos, jovens, adolescentes e crianças, como explicaríamos o início, de nossa própria existência? Será que viemos do ar? Da água? Do nada? Também já fomos, este conjunto de células, sendo até hoje, e não podendo escapar, desta situação, enquanto estivermos vivos. Muitos e até tento entender, dizem que a escolha deve ser da mulher. E quanto ao bebê, quem o irá defender, se ainda, não tem vontade própria, ou direito de escolha individual? Alguns, chegam a dizer, que o bebê inesperado, poderá ser um fardo pesado. O que esperar, de uma sociedade então, que compara a vida humana a um peso? É para se pensar também. Será que não é o contrário então? Apenas lancei alguns pontos de vista, pois quando defendemos tal prática, deveríamos lembrar, que estamos, através de uma palavra bonita, chamada de aborto, defendendo o assassinato de pequenos e indefesos bebezinhos.

“Escolhi chamar de modernidade líquida a crescente convicção de que a mudança é a única coisa permanente e a incerteza a única certeza.”

(Zygmunt Bauman)

Excelente dia aos leitores(as) e se cuidem.

Não vamos esperar, que o problema da pandemia, bata em nossa própria porta para acordarmos para a realidade nua e crua.

Uma vacina de empatia e outra de bom senso acima de tudo e de todos.

Abraço,

Emerson Pugsley

(Imagem deste post emprestada da internet)

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